O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aprovou R$ 3,85 bilhões em crédito para o Espírito Santo no primeiro semestre de 2026. O valor representa um aumento de 159,2% em relação aos R$ 1,48 bilhão aprovados no mesmo período do ano passado.
Os dados fazem parte do balanço do primeiro semestre do BNDES, divulgado nesta quarta-feira (12). O volume de recursos aprovados para o Estado contemplou diferentes setores da economia, com destaque para a infraestrutura, que recebeu R$ 1,72 bilhão, e a agropecuária, com R$ 1,35 bilhão.
Comércio e serviços tiveram R$ 568,5 milhões aprovados, enquanto a indústria recebeu R$ 209,9 milhões.
As micro, pequenas e médias empresas (MPMEs) responderam por R$ 3,33 bilhões do crédito aprovado pelo BNDES no Espírito Santo entre janeiro e junho. O montante é 131,3% maior que os R$ 1,44 bilhão registrados no mesmo período de 2025.
Segundo o banco, o crescimento das aprovações no Estado ocorreu em diferentes áreas. Em infraestrutura, a alta foi de 426,2% na comparação anual. Na agropecuária, o avanço chegou a 100,8%, enquanto na indústria foi de 91,4%.
O presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, afirma que os números refletem a ampliação da atuação do banco no financiamento de diferentes setores da economia.
Os números mostram a retomada do papel do BNDES como parceiro do desenvolvimento. O banco tem impulsionado setores estratégicos, do agronegócio à indústria, passando por infraestrutura, comércio e serviços.
Aloizio Mercadante, presidente do BNDES
Mercadante também destaca o aumento do acesso ao crédito por empresas de menor porte e cita investimentos em infraestrutura no Espírito Santo.
De acordo com o banco, há atualmente um pacote de investimentos de R$ 1,9 bilhão financiado pelo BNDES no Espírito Santo. Os recursos estão destinados a ações de prevenção de enchentes, à ampliação da mobilidade urbana, à modernização da infraestrutura logística e à redução das emissões de poluentes.
Além das aprovações, o BNDES desembolsou R$ 2,03 bilhões para projetos no Espírito Santo no primeiro semestre. O valor representa crescimento de 87,5% em relação aos R$ 1,08 bilhão desembolsados no mesmo período de 2025.
Considerando o período desde 2023, o banco aprovou R$ 17,84 bilhões em crédito para o Estado. O volume é 673,5% superior aos R$ 2,31 bilhões aprovados entre 2019 e o primeiro semestre de 2022.
No Sudeste, as aprovações do BNDES chegaram a R$ 44,99 bilhões no primeiro semestre de 2026, alta de 15,1% em relação aos R$ 39,08 bilhões registrados no mesmo período de 2025.
A infraestrutura concentrou R$ 19,83 bilhões, seguida pela indústria, com R$ 11,42 bilhões; comércio e serviços, com R$ 8,4 bilhões; e agropecuária, com R$ 5,34 bilhões.
As MPMEs receberam R$ 21,43 bilhões em aprovações na região, contra R$ 9,95 bilhões no primeiro semestre de 2025, crescimento de 115,3%.
No resultado nacional, o BNDES registrou lucro recorrente de R$ 9,2 bilhões no primeiro semestre de 2026, alta de 25% em relação ao mesmo período do ano passado.
Em 12 meses, o lucro recorrente chegou a R$ 17,1 bilhões, segundo o banco. A instituição também informou ter alcançado, pela primeira vez, R$ 1,05 trilhão em ativos totais e R$ 181 bilhões em patrimônio líquido.
As aprovações de crédito e operações garantidas somaram R$ 154 bilhões no semestre. Desse total, R$ 110,6 bilhões correspondem a aprovações de crédito, alta de 52% sobre o primeiro semestre de 2025.
Os desembolsos chegaram a R$ 74,8 bilhões, crescimento de 37% na comparação anual. Já as consultas ao banco alcançaram R$ 237,7 bilhões, aumento de 72%.
A inadimplência do BNDES, considerando operações com atraso superior a 90 dias, ficou em 0,05% no período. Segundo o banco, o índice está abaixo da inadimplência registrada pelo Sistema Financeiro Nacional.