O despertador toca. Ainda meio sonolento, você desliga o alarme do celular. Antes de levantar, checa as notificações: e-mails, mensagens no Whatsapp, promoção de passagem aérea. A agenda do smartphone te lembra: é dia de pagar os boletos. Você pega o código de barras, abre o aplicativo do banco e com um clique, tudo certo. O app de notícia te avisa do trânsito congestionado. Não vai dar tempo de fazer o almoço antes de ir trabalhar. A solução é pedir delivery pelo Ifood. Saindo de casa, você traça a melhor rota pelo Waze. E segue para o trabalho ouvindo uma música no Spotify.
O dia mal começou e você já perdeu as contas de quantas vezes pegou no celular. De bem-estar a serviços, você não precisou de muito além de um aplicativo para realizar suas atividades. Na era dos aplicativos, é difícil pensar em algo que não seja possível fazer usando um smartphone.
“Hoje, você não precisa mais enfrentar filas para pagar uma conta no banco ou ir para a rua esperar um táxi passar. Consegue realizar atividades físicas, meditar, aprender línguas. Dá até para acompanhar contrações de uma grávida. Os aplicativos chegaram para resolver problemas. Ganhou-se tempo, acesso e praticidade. A nossa vida ficou muito mais fácil”, comentou a gerente de inovação do Senai, Naiara Galliani.
A ascensão dos aplicativos é recente, tem pouco mais de 10 anos. Apesar do mercado incipiente, muita gente já não consegue mais viver sem e com poucas variedades desta ferramenta. Em média, os brasileiros tem 80 aplicativos no smartphone e passam mais de 3 horas utilizando eles, segundo estudo realizado pela App Annie, empresa norte-americana de dados.
“O aplicativo é muito intuitivo e é por isso que caiu no gosto dos usuários. Com ele, as pessoas têm acesso mais rápido a vários serviços. É um ganho de produtividade tremendo”, destaca o especialista em inovação Leonardo Carrareto.
Para a turismóloga Luiza Costa, 29 anos, os aplicativos são uma forma de conectar pessoas com diversos fins. Três destas ferramentas já se tornaram indispensáveis quando ela realiza viagens, seja a trabalho ou lazer: o Sisterwave, uma espécie de Airbnb para hospedagem de mulheres; o Blablacar, para caronas; e o Buser, conhecido como o Uber dos ônibus, que oferece serviço de compra de passagens. “Estes aplicativos me ajudam a reduzir os custos das viagens e também me permitem conhecer e ajudar outras pessoas. Já fiz muitas amizades em caronas e em hospedagens compartilhadas”, disse.
Agilidade no atendimento de clientes
Os aplicativos de mensagens entre empresas e clientes, que funcionam como um Serviço de Atendimento ao Consumidor (SAC), têm ganhado destaque no mercado. O CEO da startup capixaba Inpeace, André Vargas, explica que os chats de inteligência artificial se popularizaram por trazer mais agilidade e economia para os usuários.
“A empresa economiza porque não precisa mais de deslocar vários funcionários para tirar dúvidas de clientes, e ao mesmo tempo o cliente não precisa ficar ligando e esperando na linha para resolver o problema. É um ganho de produtividade tremendo”, ressaltou.
A estratégia foi adotada recentemente pela rede de academias Smart Fit. Mais de 2.500 mil de usuários já usam o aplicativo lançado pela empresa, que disponibiliza um chat de dúvidas, a ficha, treinos dos alunos por meio do celular.
“O objetivo principal é dar mobilidade e acesso rápido aos programas de treino. A gente passa a deixar os professores mais focados para momentos em que é essencial um engajamento”, explicou o User Experience da Smart Fit, Douglas Joaquim.
O engenheiro eletricista Vinícius Cunha, 25, já usa a ferramenta na hora de malhar.
“Eu não preciso mais ficar procurando ou fazendo ficha de papel, porque o aplicativo me mostra qual é o meu treino. Se eu quero trocar peso ou série, eu consigo fazer isso pelo celular. Isso torna tudo mais rápido”, disse.
Aplicativos para comunicação também em igrejas
Não são só as empresas que têm investido em aplicativos como ferramentas de comunicação. Uma das demanda que tem crescido no mercado é a das igrejas. Só nos últimos três meses, o CEO da startup capixaba Inpeace, André Vargas já desenvolveu aplicativos para mais de 400 igrejas.
“É um mercado que está em alta, principalmente nos Estados Unidos. As igrejas passam a estabelecer uma nova forma de relacionamento com os fiéis e a integrar as atividades em um lugar só”, declarou.
Em Vitória, a Igreja Presbiteriana da Mata da Praia lançou um aplicativo há seis meses. Por ele, as pessoas podem ler a bíblia, assistir os vídeos dos cultos e verificar os eventos.
“A gente está vendo as pessoas cada vez mais ligadas ao smartphone, então resolvemos aliar isso às atividades da igreja. O aplicativo se torna uma espécie de central de informações”, disse o reverendo Luiz Guilherme Guimarães.
Confira alguns aplicativos
Viagens
Skyscanner
Sisterwave
Buser
BlablaCar
Exclusivo para mulheres
Clue
Gravidez+
Animais
DogWalk
Financeiro
Splitwise
Mobills
Bem estar
Insight Timer
Runtastic
Nike Training Club
Idiomas