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Desaparecidos no Pico da Bandeira viajavam em grupo de quatro irmãos

Desaparecidos no Pico da Bandeira viajavam em grupo de quatro irmãos

Jovem de 24 anos e mulher de 27 anos seguiram sozinhos por uma trilha no lado capixaba do parque, na madrugada de segunda-feira (23) e não retornaram; segundo os Bombeiros, eles saíram de Aracruz

Carol Leal

Repórter / [email protected]

Publicado em 24 de fevereiro de 2026 às 18:12

A dupla que está desaparecida no Pico da Bandeira, no Parque Nacional do Caparaó, em Dores do Rio Preto, no Espírito Santo, estaria viajando em um grupo formado por quatro irmãos. Segundo os Bombeiros, a família teria saído em motocicletas de Aracruz, na região Norte do Estado, para visitar o ponto turístico.

Os veículos foram deixados na entrada do parque e todos seguiram até o acampamento Casa Queimada, o último antes da trilha principal. Dois deles desistiram de continuar devido ao cansaço, mas o irmão de 24 anos insistiu em seguir. Para que ele não fosse sozinho, a irmã de 27 anos o acompanhou. Os nomes deles e as idades dos outros familiares não foram divulgados.

Os dois saíram do acampamento por volta das 2h de segunda-feira (23), com retorno previsto para 7h, mas não retornaram. A chefe do Parque Nacional do Caparaó, Adriana Carvalho, informou para a TV Gazeta que o desaparecimento foi comunicado por volta das 12h e as buscas começaram imediatamente, primeiro com o apoio de um voluntário que percorreu a trilha sem encontrar sinais deles. 

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Desaparecidos no Pico da Bandeira viajavam em grupo de quatro irmãos

Em seguida, o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), o Corpo de Bombeiros e equipes de voluntários experientes foram chamados para ampliar a operação em uma área de cerca de 30 mil hectares.

Buscas continuam

Na tarde de terça-feira (24), uma base de apoio aos Bombeiros foi montada no acampamento Casa Queimada. Cerca de 30 pessoas, entre militares, servidores do ICMBio e voluntários, participam das buscas no local, além de cães farejadores. Um helicóptero do Núcleo de Operações e Transporte Aéreo (Notaer) sobrevoou a região usando um imageador térmico — dispositivo que converte calor em imagens, usado para buscas em meio à escuridão, fumaça ou neblina —, mas o clima chuvoso dificultou o voo e a aeronave precisou retornar para a base, em Vitória.

Helicóptero estava equipado com imageador térmico, dispositivo que mostra imagens mesmo no escuro, neblina ou fumaça

De acordo com o tenente Queiroz, do Corpo de Bombeiros de Minas Gerais, as equipes percorrem trilhas e áreas fora das rotas próximas ao Pico da Bandeira, com reforço no lado mineiro após indícios de possível deslocamento dos jovens para essa região. Apesar de contar com uma equipe grande, a operação é dificultada por conta da chuva e pela baixa visibilidade, que impedem o uso de drones e aeronaves.

Segundo o ICMBio, essa é a primeira ocorrência de desaparecimento do ano, sendo que não houve registros do tipo por mais de 12h nos últimos dois anos. Até o momento, nenhum vestígio deles foi encontrado. As buscas foram encerradas temporariamente às 18h de terça-feira (24) e devem recomeçar às 4h de quarta-feira (26). O parque vai permanecer fechado.

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