ASSINE

Vazamentos em cano de amianto deixam até hospital sem água em Cariacica

Tubulação antiga fica em Campo Grande e deve ser totalmente substituída até o final de junho; imóveis vêm sofrendo com desabastecimentos durante a semana

Tempo de leitura: 3min
Vitória
Publicado em 27/05/2022 às 21h19

Sucessivos vazamentos deixaram sem água diversos imóveis residenciais e comerciais localizados no bairro Campo Grande, em Cariacica — incluindo um hospital. Moradores da região procuraram a reportagem de A Gazeta em busca de respostas para o desabastecimento registrado ao longo desta semana.

Gustavo Pizzol, por exemplo, relatou ter ficado sem água por quase quatro dias. "O problema começou na segunda-feira (23). Sempre que ligávamos, a Cesan pedia 24 horas e dizia que o abastecimento estava normal. Só hoje (sexta-feira) voltei a ter água, mas por caminhão-pipa. Até quando ela vai durar?", reclamou.

Segundo o morador, o problema se deve a uma tubulação antiga que quebra frequentemente, na Rua Vale do Rio Doce. "Além disso, vale destacar, que o cano é de amianto, um produto cancerígeno e que teve o uso proibido. Como que a água pode passar por ele?", questionou.

Procurado, o Hospital São Francisco afirmou que está sofrendo com desabastecimento desde a quarta-feira (25) e que tem solicitado caminhões-pipa diariamente à Companhia Espírito Santense de Saneamento (Cesan), depois que a própria reserva de água se esgotou.

O hospital também ressaltou que "por se tratar de unidade de atendimento à saúde, não pode ficar sem o recurso" e que a Cesan "ainda não deu qualquer previsão para a solução do problema". Além disso, adiantou que continuará fazendo solicitações de caminhão-pipa até que a situação normalize.

O QUE DIZ A CESAN

Responsável pela gerência metropolitana-sul da Cesan, Diogo da Costa e Siqueira confirmou a existência da tubulação de amianto na Rua Vale do Rio Doce e recentes problemas relacionados a ela. "Como é antiga, não resistiu à pressão da água e tivemos cinco vazamentos no intervalo de 14 dias", admitiu.

"O primeiro aconteceu no dia 11 de maio, depois na quinta e sexta-feira da semana passada. Nessa quinta-feira (26), foram mais dois", detalhou. "Os imóveis que mais sentiram são os que tinham menor reserva ou que coincidiram de ficar sem justamente quando precisou ser feito o novo reparo", continuou.

Para alívio dos moradores de Campo Grande, ele garantiu que a tubulação deve ser totalmente substituída até o final de junho deste ano. "A infraestrutura já está instalada e nos próximos 30 dias faremos a mudança de ramal de cada ligação, ou seja, ligaremos a rede nova com todos os clientes", explicou.

Sobre o fato do cano ser de amianto, Diogo esclareceu não haver risco para a saúde dos clientes. "O amianto é danoso e pode gerar câncer de pulmão por meio da aspiração do pó dele. Não há estudos que vinculem qualquer mal pela ingestão da água que passa por tubulações de amianto", afirmou.

Ele também disse que o abastecimento foi gradativamente normalizado e que a situação no bairro estava normal no início da noite desta sexta-feira (27). "Se, por ventura, alguém não estiver recebendo a chegada de água, é importante entrar em contato com o 115, porque pode ser um problema pontual", orientou.

A Gazeta integra o

Saiba mais

Notou alguma informação incorreta no conteúdo de A Gazeta? Nos ajude a corrigir o mais rápido possível! Clique no botão ao lado e envie sua mensagem.

Envie sua sugestão, comentário ou crítica diretamente aos editores de A Gazeta.

Logo AG Modal Cookies

Bem-vindo

A Gazeta deseja enviar alertas sobre as principais notícias do Espírito Santo.

Para melhorar a sua navegação, A Gazeta utiliza cookies e tecnologias semelhantes como explicado em nossa Politica de Privacidade. Ao continuar navegando, você concorda com tais condições.