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Caso Milena

"Usaram o acesso de Hilário a pornografia para demonizá-lo", diz advogado

Em sua apresentação, advogado de defesa de Hilário disse que o réu foi o primeiro suspeito pela morte da médica Milena Gottardi por ser "arrogante, soberbo e problemático"

Publicado em 30 de Agosto de 2021 às 17:43

Vilmara Fernandes

Publicado em 

30 ago 2021 às 17:43
Data: 04/10/2017 - Vídeo mostra o policial civil Hilário Frasson atirando em estande com espingarda calibre 12 e também com pistola. O vídeo foi enviado para Milena Gottardi, dias antes de ser assassinada - Editoria: Caderno Dois - Foto: reprodução - GZ
O ex-policial civil Hilário Frasson é acusado de ser o mandante do assassinato da ex-esposa, a médica Milena Gottardi - Crédito: Carlos Alberto Silva
Na última etapa do julgamento dos seis acusados pelo assassinato da médica Milena Gottardi, a defesa de Hilário Frasson, ex-marido da vítima, informou que foi utilizado um discurso de ódio para “demonizar a figura de Hilário”, destacou o advogado Leonardo Gagno em sua apresentação.
“Durante seis horas de argumentação, os promotores criaram um discurso de ódio para demonizar a figura de Hilário. Trouxeram aqui que Hilário consultou pornografia, que estava em busca de mulheres após a separação, que era arrogante. Fizeram várias ilações, mas você, jurados, enxergaram uma prova direta que constasse o óbvio, que ele mandou matar Milena?", questionou Gagno.
Em outro trecho ele destaca que a arrogância de Hilário levou ele a ser primeiro suspeito. Gagno disse ainda que após Hilário ter ido a delegacia, no dia que Milena Gottardi teve sua morte declarada, ele já saiu com seu telefone grampeado.
"O cônjuge é o primeiro suspeito quando alguém é morto, isso é um padrão em investigações, ainda mais uma pessoa como Hilário, arrogante, soberbo, problemático. 'É esse', disseram os investigadores e passaram a construir uma relação em torno disso"
Leonardo Gagno - Advogado de Hilário
Em outro momento, assinalou que uma das principais provas apresentadas pelo Ministério Público do Espírito Santo (MPES) não ocorreu. Trata-se do encontro ocorrido em um posto de gasolina na Serra entre Valcir, Hilário e Dionathas. Ele explica que as antenas ERB, que detectam sinais emitidos pelos celulares, não constataram proximidade entre os aparelhos de Valcir, Hilário e Dionathas, que, segundo o MPES, teriam se encontrado.
"Tentaram provar que aconteceu um encontro entre Valcir, Hilário e Dionathas na Serra, "o grande encontro", mas o celular de Dionathas, que disse aqui que estava conversando com a mãe de seu filho no banco de trás da caminhonete de Hilário, não foi detectado. Hilário passou por este local porque estava a caminho de Fundão, para visitar os pais", afirmou.
Gagno também informou aos jurados que um dos vídeos gravados pela polícia, no momento da prisão de Dionathas Alves Vieira, executor da médica, ele aparece com a marca de três dedos no rosto.
"Dionathas apanhou na delegacia para confessar o crime. Sua memória foi extraída com tapas na cara e ele não teve coragem de dizer em seu interrogatório porque quer se beneficiar com redução da pena por confessar o crime”, apontou Gagno
O segundo advogado de defesa de Hilário, Patrick Berriel, assinalou que defenestraram a honra de Hilário, mas ignoraram um relacionamento de 23 anos sem registros de problemas.
Segundo Patrick Berriel, narrativa criada pelo MPES se constrói em torno de fatos que não se consumaram.
"Tentaram desconstruir Hilário, disseram que ele passou a andar armado após entrar na polícia, mas não destacam que desde 2002 ele tinha arma de fogo e até então isso não era problema. Usaram a separação e o drama vivido por um casal, mas não mostraram que foi um casamento de 23 anos, que nunca havia dado problema. Isso não mostraram. A acusação teve quatro anos, seis dias e seis horas e meia defenestrando Hilário e não mostraram provas concretas do envolvimento de Hilário", disse o advogado.
Gagno também destacou que Hilário e Milena se falavam de 3 a 4 vezes por dia, e que os extratos de telefone comprovam. “Ele fazia a feira e levava para Milena, eles conversavam sobre as crianças. Na maior parte das vezes era Hilário que buscava as crianças na escola porque ele sabia que o trabalho era importante para Milena, ela cuidava de crianças com câncer”, disse.
Berriel pontuou ainda que 16 dias antes do crime, Milena e Hilário tiveram um jantar na Serra, em Manguinhos. “Hilário até passou o localizador para uma policial amiga, que respondeu que estava torcendo por eles”.
Em relação ao e-mail que a defesa de Hilário anexou ao processo, como sendo uma mensagem enviado por Milena para Hilário, Gagno argumentou que Milena, como médica, era acordada durante a noite, em plantões, para atender casos de emergência, e sustentou que ela poderia, sim, ter acordado às 4h da manhã para escrever um e-mail para Hilário, dizendo que ainda o amava, no dia em que saiu da casa em que eles moravam com as filhas.
“Douglas, irmão de Milena, falou como o dia em que Milena saiu de casa foi como uma fuga, uma noite de terror na cabeça dela. Será que ela conseguiria dormir uma noite inteira depois de tudo que aconteceu? Por que ela não poderia ter escrito o e-mail? Por que não poderia ter criado uma outra conta dias antes, já que ela dizia ter medo que Hilário tinha todas as senhas dela? Quem após uma crise no casamento consegue dormir uma noite inteira? O que a impede?", questiona o advogado.

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