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Tour pelo Convento: conheça a casa de Nossa Senhora da Penha

A Gazeta preparou um tour, em vídeo, para conhecer a casa de Nossa Senhora da Penha. Confira todos os detalhes

Publicado em 11/04/2021 às 02h00
Atualizado em 11/04/2021 às 02h01

Um dos principais pontos turísticos do Espírito Santo, o Convento da Penha guarda mais de 450 anos de história e cultura. Seja para os devotos da fé católica, capixabas com diferentes crenças ou para turistas que viajam para conhecer o Estado, a casa de Nossa Senhora oferece conexão com a natureza, belas paisagens e uma experiência de fé e esperança para os que creem.

O monumento é abraçado por um fragmento da Mata Atlântica, que se transformou na maior "floresta urbana" do Estado, abrigando mais de 40 tipos diferentes de pássaros. A construção do Convento teve início em 1558 com a chegada do frei Pedro Palácios ao solo capixaba e se estendeu com a mão-de-obra escrava de índios e negros até 1660. 

O complexo ocupa uma área de 632.226 m², construído em um Penhasco de 154 metros de altitude, ficando a 500 metros do mar. O Morro da Penha foi doado aos franciscanos pela governadora do Estado, Luiza Grimaldi, em 1591.

Os visitantes podem subir a pé, pela via principal, de carro ou de van. Há, também, a possibilidade de subir pela Ladeira da Penitência, entrada mais antiga do local por onde Dom Pedro II passou com sua comitiva em 1860.

Para acompanhar a Festa da Penha, os fiéis podem acessar as redes sociais do Convento, além da página especial da festividade em A Gazeta.
Crédito: Fernando Madeira

CONHEÇA MAIS SOBRE O CONVENTO DA PENHA

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    ESCONDERIJO

    Quando chegou ao solo capixaba, o frei Pedro Palácios se escondeu em uma gruta, na época chamada de Gruta dos Frades. O local, que anos depois passou a se chamar Gruta Frei Pedro Palácios, fica ao pé da montanha, ao lado do portão que dá acesso ao Convento pela Ladeira da Penitência.

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    CONTATO COM A NATUREZA

    Para quem gosta de caminhar e aproveitar a natureza, é possível fazer o trajeto a pé pela via principal de acesso, que tem cerca de 1,2 km. A trilha é abraçada por um fragmento da Mata Atlântica, que foi reflorestada ao longo dos anos e se tornou a maior “floresta urbana” do Estado abrigando mais de 40 tipos diferentes de pássaros. Durante a trilha há pontos de descanso com bancos, artes pelas paredes e uma estátua de São Francisco de Assis. 

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    CAPELA PARA SÃO FRANCISCO

    Foi pela Capela de São Francisco de Assis que tudo começou. Ela foi a primeira edificação construída no complexo, com início em 1562. Conta-se a história que Frei Pedro Palácios faleceu na Capelinha, no dia seguinte à primeira edição da Festa da Penha no ano de 1570.

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    LADEIRAS

    Outra forma de chegar até ao topo do Convento é pela Ladeira da Penitência, também chamada de Ladeira das Sete Voltas ou ainda a Ladeira das Sete Alegrias de Nossa Senhora. É uma subida íngreme de 500 metros, construída por índios e negros escravos em 1643. Na década de 1770, o local passou por uma renovação e a estrutura perdura até hoje. Pessoas importantes passaram por ali, como Dom Pedro II e toda sua comitiva em 1860.

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    365 DEGRAUS

    Chegando no Campinho há, ainda, uma subida íngreme até chegar na Capela principal, no cume da pedra. São 365 degraus de escada até chegar ao local mais alto. O caminho pode ser admirado com uma bela vista do oceano. Para combinar com o cenário, as construções são pintadas de branco com janelas e portas em azul.

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    SALA DOS MILAGRES

    Na subida, dê uma pausa para conhecer a Sala dos Milagres. São fotos, objetos, bilhetes, materiais que contam histórias de pessoas que alcançaram curas e milagres e atribuem o mérito à intercessão da Virgem Maria. No local há uma imagem de Nossa Senhora da Penha esculpida por Carlo Crepaz em 1958.

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    CAPELA-MOR

    A Capela-Mor foi edificada em 1568 no cume do penhasco. O interior é revestido com madeira em cedro com detalhes esculpidos pelo português José Fernandes Pereira entre os anos de 1874 e 1879. O assoalho foi reformado em 1980. O estilo remete ao Rococó com cores claras, tons pastéis e douramento.

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    ALTAR DE NOSSA SENHORA

    O altar foi remodelado em 1910 e abriga mais de 200 peças de 19 tipos diferentes de mármore, com uma cuidadosa talha de madeira dourada do século XIX esculpida pelo italiano Carlo Crepaz. Ao centro, a imagem de Nossa Senhora da Penha, trazida de Portugal em 1569. Ao lado dela, anjos, querubins e as imagens dos maiores santos franciscanos: São Francisco de Assis e Santo Antônio de Lisboa e de Pádua. Nas paredes laterais, pinturas de Vitor Meireles de 1877 e as obras sacras de Pedrina Calixto de 1926 e 1927.

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    PLACAS DE AGREDECIMENTO

    No anexo da capela, placas de agradecimento feitas em mármore, madeira ou azulejo. A prática é comum em santuários e materializa a gratidão ou o desespero de devotos a Nossa Senhora por milagres e graças recebidas.

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    OBRAS DE ARTE

    Pelo mesmo corredor, quatro grandes obras de arte contam momentos marcantes da história e lendas sobre o Convento. As pinturas, com medidas de até 1,70 de altura, foram feitas pelo artista brasileiro Benedito Calixto na década de 1920 e ilustram a chegada e a gruta de Frei Pedro Palácios; a tentativa de invasão dos holandeses ao Convento, em 1640; e a seca que atingiu o Espírito Santo em 1769.

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    ÁREA DOS ESCRAVOS

    O Convento contou por muitos anos com a mão-de-obra escrava para tarefas diárias como cuidado com pomar, com gado, limpeza e a própria construção do complexo. Em frente à secretaria, existe ainda um portão que dá acesso, por uma escadaria, à casa de hóspedes. Ao lado, é possível ver uma área gramada com ruínas e a antiga senzala, construída para os escravos. As ruínas foram feitas de óleo de baleia, conchas trituradas e pedras

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