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Secretaria de Saúde pede que municípios comuniquem oficialmente uso de cloroquina

Apesar da orientação da Sesa de não usar o medicamento, os municípios possuem autonomia em utilizar ou não na rede de saúde municipal

Publicado em 19/06/2020 às 22h19
Atualizado em 19/06/2020 às 22h31
Cloroquina é um dos medicamentos que estará em kit da Prefeitura de Itapemirim
Cloroquina é um dos medicamentos que estará em kit da Prefeitura de Itapemirim. Crédito: freestocks.org/ Pexels

Secretaria Estadual de Saúde (Sesa)  encaminhou  uma orientação às secretarias de saúde municipais do Espírito Santo, nesta sexta-feira (19), para que publiquem ato administrativo sobre o uso de cloroquina no tratamento de pacientes com Covid-19.  As prefeituras possuem autonomia para a utilização ou não do medicamento na rede de saúde municipal, mesmo que contrarie o que o Estado recomenda.   

Em 29 de maio, a Secretaria da Saúde (Sesa) atualizou o protocolo para uso da cloroquina mediante publicação de  Nota Técnica após avaliação de um grupo de médicos especialistas.  O documento estabeleceu o uso do medicamento somente mediante avaliação médica em pacientes hospitalizados, ou seja, em estado grave da doença. 

O município de Aracruz é um dos que faz uso da cloroquina no Estado.  A prefeitura liberou a utilização do medicamento em pacientes atendidos pela da rede municipal de saúde, desde que com prescrição médica e autorização dos familiares. Segundo o site do Painel Covid-19, a cidade possui 385 registros de infectados pelo novo coronavírus e também 22 mortes. 

Por nota à imprensa, a Sesa informou que orienta aos municípios que adotem medidas e protocolos de tratamento baseados em evidências e com foco na segurança do paciente.

"Isso inclui a publicação de um ato administrativo específico para normatizar o uso do medicamento, com as devidas orientações sobre as contraindicações, os eventos adversos, a garantia de monitoramento cardíaco quando indicado, para que, não obstante a autorização do Conselho Federal de Medicina, os profissionais médicos sejam protegidos de possíveis responsabilizações civis e criminais caso ocorram eventos adversos com o uso do medicamento", descreveu. 

O receio da Secretaria Estadual existe por não haver evidências de eficácia do uso da cloroquina em pacientes da Covid-19 com quadro leve. 

No documento enviado aos municípios e assinado pelo secretário Nésio Fernandes,  a orientação é de que seja feita a normatização municipal do uso da cloroquina. Pede também que a assistência farmacêutica da cidade repasse informações sobre o consumo mensal do medicamento e identificação dos profissionais envolvidos, para que seja encaminhada a quantia correta, retirada do estoque estadual fornecido pelo Ministério da Saúde

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