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Quantas vezes é possível pegar Covid-19?

Surgimento de variantes do vírus representa maior risco para as pessoas, mesmo as que já tiveram a doença

Tempo de leitura: 2min
Publicado em 01/07/2022 às 17h46

Dois anos e meio após o surgimento dos primeiros casos do coronavírus, o comportamento do vírus ainda é estudado e cercado de dúvidas. Uma delas é a quantidade de vezes que uma mesma pessoa pode pegar a doença. Afinal, se fui infectado e me curei, não estou livre da Covid-19? A resposta é não.

Sintomas da covid-19 e da influenza podem ser parecidos.
Pessoas podem ter a Covid em mais de uma oportunidade. Crédito: Pixabay

Especialistas apontam, desde o início da pandemia, que o surgimento de novas variantes representa uma preocupação e um adiamento do que seria o fim da pandemia. O vírus, mas com uma mutação e de cara nova, pode escapar da defesa garantida pelas vacinas e causar uma nova infecção. Isso não significa, no entanto, que as vacinas não sejam eficazes.

De acordo com a epidemiologista e professora da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes) Ethel Maciel, não há um limite para o número de infecções. Em entrevista ao jornalista Mário Bonella, apresentador do programa CBN Cotidiano, ela explica que  a tendência é que a segunda infecção não seja causada pela mesma variante da primeira.

Ethel Maciel

Epidemiologista e professora Ufes

"É possível que uma pessoa tenha Covid mais de uma vez. E ela volta a se infectar com outra variante. Difícil que seja pela mesma variante. As variantes podem escapar e enganar o sistema imunológico. Não temos um limite para infecções, como acontece com a dengue"

A especialista aponta que cada vírus tem uma característica. A dengue, por exemplo, tem um número limitado de infecções. Mas a Covid, assim como a gripe, não parece ter um limite. De acordo com Ethel, o intervalo entre duas infecções é de no mínimo quatro a seis meses.

A Covid-19 e a gripe são doenças que não apresentam um limite de infecções. Enquanto a varíola dos macacos e o sarampo, normalmente, são de infecção única.

Ethel Maciel destaca que ainda não há informações sobre uma possível sazonalidade. Como é o caso da gripe no inverno, não é possível dizer se a Covid-19 voltará a provocar um aumento de casos em alguma época do ano.

ESTADO VIVE QUINTA ONDA DA COVID-19

Em junho, o Espírito Santo registrou 86 mortes por Covid-19. A quantidade é mais de quatro vezes maior que a de maio, quando 18 vidas foram perdidas para o vírus.

Escapar do sistema imunológico, como explicado pela especialista, não demonstra ineficácia das vacinas. É que, ao longo do tempo, e com o surgimento de novas variantes, o organismo precisa de novas doses. Mesmo com a aplicação de segunda ou terceira doses, o vírus pode sofrer uma mutação e ficar muito diferente do que era antes.

"[Reinfecção] é uma pergunta que tenho escutado muito, principalmente porque muitas pessoas estão com Covid agora. Estamos vivendo a quinta onda com muitos doentes", diz.

Com um novo aumento de casos de Covid-19, o alerta sobre a importância da vacinação volta a crescer. Especialistas apontam que a imunidade promovida pelas vacinas cai após cerca de seis meses da aplicação.

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