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Na Grande Santo Antônio

Prefeitura de Vitória abre edital para restaurar Cais do Hidroavião

O local, que está abandonado e serve de abrigo para moradores de rua, foi o primeiro aeroporto aquático do Estado. Agora deve ser transformado em um polo cultural e gastronômico para a região

Publicado em 24 de Julho de 2020 às 16:06

Redação de A Gazeta

Publicado em 

24 jul 2020 às 16:06
Cais do Hidroavião
O Cais do Hidroavião está abandonado e foi o primeiro aeroporto do ES. O local será reformado Crédito: Divulgação/PMV
Prefeitura de Vitória abriu um edital para a restauração do cais do Hidroavião, na Grande Santo Antônio. O local há anos sofre com o abandono e tem servido de abrigo para moradores de rua. A empresas interessadas devem enviar as propostas até o dia 21 de agosto.
O cais foi o primeiro aeroporto aquático do Espírito Santo e começou a operar em 1939, porém as atividades duraram cerca de 10 anos. Desde então o local foi caindo em desuso e atualmente encontra-se em situação precária. O cais chegou a receber outras atividades nos anos seguintes, entretanto há um período significativo não tem sido utilizado.
Prefeitura de Vitória abre edital para restaurar Cais do Hidroavião
O diretor-presidente da Companhia de Desenvolvimento de Vitória, Renzo Nagem, explicou em entrevista à TV Gazeta, que o foco é realizar a restauração completa do cais agregando valor turístico, pois o local tem uma bela vista da Baía de Vitória.
"O objetivo é resgatar e trazer de volta esse imóvel que é tão importante para o turismo de Vitória e o Espírito Santo. Nossa intenção com esse edital é somar interesses turísticos, culturais e também relacionados ao empreendedorismo", destacou.
Cais do Hidroavião
O Cais do Hidroavião recebeu voos por cerca de 10 anos e depois caiu em desuso Crédito: Reprodução/A Gazeta
Segundo o diretor-presidente, o prazo para o início das obras ainda não foi estabelecido, mas será um dos critérios prioritários para a definição da empresa vencedora da licitação.

MORADORES DE RUA

Sem ser aproveitado, o espaço passou a ser ocupado por pessoas em situação de rua. Renzo Nagem garantiu que já houve tentativas de reverter esse quadro, porém as iniciativas não se concretizaram.
"Esse é um ponto importante. Na realidade, já tivemos iniciativas anteriores. Recentemente celebramos um termo de cooperação com a Associação dos Cervejeiros Artesanais e o objetivo era fazer disso aqui um centro cultural, incluindo um restaurante e outras atividades, inclusive com um centro de capacitação dentro deste imóvel. Nos trâmites de aprovação junto à Superintendência de Patrimônio da União a AcervA-ES acabou encontrando um outro local e foi desfeito o acordo para usar o cais", detalhou.
Com informações de Mayara Mello, da TV Gazeta

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