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Após decisão judicial

Paralisação total dos rodoviários segue pelo terceiro dia em Vitória

O Sindirodoviários alega que ainda não foi notificado da decisão, que determinou o retorno total das atividades em duas das três empresas que operam em Vitória e parcial na terceira, que poderia retomar com 30% da frota

Publicado em 29 de Abril de 2020 às 07:09

Redação de A Gazeta

Publicado em 

29 abr 2020 às 07:09
Rodoviários da Tabuazeiro cruzaram os braços nesta quinta
Rodoviários da Tabuazeiro cruzaram os braços nesta quinta Crédito: Reprodução/ Sindirodoviários
Mesmo com a decisão do desembargador Mário Ribeiro Cantarino Neto, do Tribunal Regional do Trabalho do Espírito Santo (TRT-ES), que determinou o retorno dos ônibus municipais de Vitória às ruas, os coletivos "verdinhos" seguem sem circular na Capital, na manhã desta quarta-feira (29).
A reportagem apurou com os diretores do Sindicato dos Rodoviários (Sindirodoviários) e com o Sindicato das Empresas de Transportes de Passageiros do Estado do Espírito Santo, que representa as viações, que confirmaram que o movimento de paralisação continua em Vitória.
Paralisação total dos Rodoviários segue pelo terceiro dia em Vitoria
O Sindirodoviários alega que ainda não foi notificado da decisão, que determinou o retorno total das atividades em duas das três empresas que operam em Vitória e parcial na terceira, que poderia retomar com 30% da frota.
Essa terceira é a Viação Tabuazeiro. Foi nela que o movimento se iniciou, tendo em vista que há um atraso no pagamento de salários e benefícios dos funcionários. Mas, nesta segunda-feira, trabalhadores das viações Grande Vitória e Unimar se juntarem à paralisação como forma de apoiar o movimento feito pelos colegas.
Desde segunda-feira, não há circulação de ônibus municipais em Vitória. A paralisação foi considerada abusiva pelo desembargador por não ter atendido a algumas exigências previstas em lei. "Por mera solidariedade, a Viação Grande Vitória e a Unimar Transportes aderiram ao movimento sem comunicar a população com uma antecedência mínima de 72 horas e sem garantir a prestação mínima do serviço, que é considerado essencial", destacou.
Por nota, o Sindicato das Empresas de Transportes de Passageiros do Estado do Espírito Santo (Setpes) explicou que "está informando a Justiça do Trabalho o não cumprimento da liminar pelo Sindirodoviários, já que o serviço está totalmente paralisado".

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