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Publicado em 4 de janeiro de 2021 às 09:25
- Atualizado há 5 anos
Para justificar uma das liminares que proíbem o Sindicato dos Rodoviários de impedir a saída dos ônibus das garagens, o desembargador do Trabalho Marcello Maciel Mancilha afirmou que uma paralisação provocaria uma maior aglomeração dos trabalhadores e usuários do sistema de transporte, o que poderia gerar um crescimento do número de casos de coronavírus no Estado.>
Na liminar, o desembargador determina a manutenção da integralidade da frota em operação dos serviços de Transporte Metropolitano (Transcol) e Municipal de Vitória e Vila Velha para "garantir a não aglomeração de pessoas dentro dos veículos">
"Ressalte-se que se trata de atividade essencial, havendo grave ameaça ao interesse público, em especial no presente momento de pandemia, com aumento no número de casos e de mortes em nosso Estado, bem como a descoberta de novas cepas com maior grau de transmissibilidade. Uma paralisação, que ressalte-se, a meu ver, contraria a lei, traria uma maior aglomeração nos trabalhadores e dos usuários do sistema de transporte, trazendo uma possibilidade enorme de aumento dos casos em nosso estado, causando a lotação de nosso sistema de saúde já abalado", destacou o desembargador na decisão>
A decisão é do último sábado (02), ou seja, antes do início do movimento de paralisação, que começou nesta segunda-feira (04). A paralisação, no entanto, já tinha sido anunciada pela categoria, o que motivou as empresas de ônibus a entrarem na Justiça para tentar impedir o movimeto. >
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Os rodoviários começaram a paralisação durante a madrugada. A categoria protesta pedindo a volta dos cobradores para dentro dos ônibus. >
Segundo o Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários no Estado do Espírito Santo (Sindirodoviários), apenas conseguem deixar a garagem os coletivos com ar-condicionado e os micro-ônibus, que são aqueles que já não circulavam com cobradores antes mesmo da pandemia.>
Os cobradores estão afastados da função desde maio, quando o governo do Estado passou a aceitar apenas o cartão de passagem como forma de pagamento, justificando que o dinheiro físico é um vetor de transmissão do coronavírus. Os mais de 3,5 mil profissionais afastados foram incluídos no programa de redução ou suspensão da jornada de trabalho do governo federal. >
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