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Publicado em 27 de setembro de 2021 às 18:39
Uma nuvem de poeira gigante se formou em cidades do interior de São Paulo e em Minas Gerais no último domingo (26) e acendeu um alerta para os capixabas: o fenômeno pode atingir o Espírito Santo? Segundo meteorologista do Instituto Climatempo, o que causou o evento nos Estados vizinhos foi a combinação de diversos fatores, entre eles o solo muito seco, já que não chovia há mais de 100 dias no Norte do território paulista. >
"Um corredor de umidade proveniente da região Amazônica também influenciou na formação do fenômeno", explica Dóris Palma, meteorologista do Climatempo. Outro fator decisivo para que a nuvem de poeira se formasse foi a combinação do corredor de umidade. Com isso, o calor da região favoreceu a formação de nuvens de tempestades e ocasionou a chamada ''frente de rajada'', responsável pelos ventos acima de 90 km/h registrados em Ribeirão Preto (SP), por exemplo. >
"Os ventos intensos que antecederam a chuva literalmente levantaram toda a poeira/areia do solo (seco, até então), por isso formou-se essa densa camada de poeira. Logo em seguida, a nuvem de chuva avançou pela região, gerando esse aspecto tão escurecido", acrescentou a meteorologista.>
Questionada se há possibilidade de o fenômeno atingir o Espírito Santo, Dóris Palma alivia os capixabas. "Logo após a formação dessa tempestade de poeira mais de 50 mm de chuva caíram sobre a região, dissipando a poeira e literalmente ''lavando'' a atmosfera. Então, não há possibilidade de ocorrer no Estado capixaba", informou a especialista.>
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A tempestade de poeira, segundo a meteorologista, é feita de nuvens formadas por gotículas de água, pedras de gelo, entre outros — e a poeira foi "levantada" pelas fortes rajadas de vento que antecederam a chegada da nuvem de tempestade. O fenômeno, no entanto, não é comum de acontecer no Brasil, mas o Instituto Climatempo afirma que existem relatos em pontos isolados do país de tempos em tempos. >
Dóris Palma
Meteorologista do Instituto ClimatempoA meteorologista explica ainda que, além disso, para que o fenômeno se forme, também é preciso que haja muita instabilidade no tempo da região — comum no início da primavera, quando a chuva ainda está se regularizando, mas vem na forma de tempestades.>
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