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Publicado em 19 de janeiro de 2021 às 10:11
- Atualizado há 5 anos
"Não virei jacaré, gente!". Foi com esta frase bem-humorada que a técnica em enfermagem Iolanda Brito celebrou na manhã desta terça-feira (19), no dia seguinte após receber a vacina contra a Covid-19. Trabalhadora do Hospital Dr. Jayme Santos Neves, na Serra, em entrevista ao Bom Dia ES, da TV Gazeta, ela mostrou-se disposta, feliz e completamente sem dores horas depois da primeira dose do imunizante em solo capixaba. >
Na manhã desta terça-feira (19), pouco mais de 12 horas após a agulhada histórica, a profissional da linha de frente fez questão de descrever as sensações sentidas desde que recebeu a Coronavac. >
"Não estou sentindo nada e passo muito bem, graças a Deus. Nada de dor, nem febre e dormi bem. Não precisa ter medo, pois ela não dói nada. É igual uma mordidinha de formiga", detalhou a técnica em enfermagem ao descrever os momentos seguintes à vacinação.>
A vacina representa para Iolanda uma "virada de chave" no cotidiano do trabalho. Desde o início da pandemia do novo coronavírus, ela lidou de perto com a morte de pacientes, colegas de trabalho e a luta pela vida.>
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"É muito corrido, desafiador e triste porque embora vejamos pessoas se recuperando, também vemos muitos morrendo. Esta semana mesmo, presenciamos muitas vidas perdidas desde a madrugada da última segunda. Isso sim, dói", contou.>
A autorização para o uso da Coronavac pela Anvisa ocorreu apenas no último domingo (17) e desde então mobilizou-se uma força-tarefa no Espírito Santo e demais estados para agilizar a logística de distribuição das vacinas. A esta altura, Iolanda repousava em casa à espera do turno em um hospital da Serra. Uma ligação inesperada, contudo, foi um indicativo de que algo bom estava por vir.>
"Fiquei assustada (risos). No domingo (17), eu estava descansando aqui na sala quando minha gerente me ligou, algo que ela nunca havia feito. Estava me preparando para ir para o turno no (Hospital) Dório Silva à noite quando recebi a ligação. Ela me perguntou se eu tinha alguma comorbidade e respondi que não. Depois ela disse que não era nada muito importante e falou ser algo relacionado ao Coren (Conselho Regional de Enfermagem). Quando cheguei no trabalho na segunda-feira, perto das 9h30, já vieram me avisar que eu seria a primeira pessoa a ser vacinada. Eu fiquei assustada porque ala não me avisou (risos)", bricou a técnica em enfermagem.>
Já parcialmente imunizada, visto que ainda receberá a segunda dose, Iolanda agora convive com a "fama" por ser a pessoa selecionada entre todos os profissionais do Espírito Santo da área da saúde para ser a primeira a receber a vacina. >
Hoje vou chegar toda importante no trabalho, minhas colegas tão me chamando de famosinha (risos). Recebi muitas mensagens, ligações, todos me parabenizaram por ser a primeira a receber a vacina e que fui merecedora em ser escolhida, já que sou vista como uma pessoa muito dedicada e carinhosa com pacientes", contou a orgulhosa técnica em enfermagem.>
Ainda que a vacina represente o início do fim da pandemia, este momento ainda está distante. Por conta disso ela pede que as pessoas sigam usando a máscara, praticando o isolamento social, pois o risco de transmissão e contágio ainda são elevados no Estado. >
Vacina contra a Covid-19 chega ao ES
"Usar máscara ainda é necessário e quem não a usa não ama a própria vida. As pessoas brincam com isso e desrespeitam a gente da linha de frente. Começa assim, depois dá entrada no hospital com uma falta de ar, depois precisa ser entubado e vai para a UTI. É isso todo dia. Depois ficam se perguntando porque não usaram a máscara e por aí vai", finalizou. >
Com informações de Danielle Cariello, da TV Gazeta>
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