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Durante a pandemia

Mulheres com ensino superior são maioria em home office no ES

Cerca de 7% das pessoas ocupadas no Espírito Santo estão neste modelo de trabalho; no Brasil são 10%, mais de oito milhões de pessoas

Publicado em 18 de Setembro de 2020 às 18:34

Redação de A Gazeta

Publicado em 

18 set 2020 às 18:34
Mulher trabalhando em casa; home office
Mulheres são maioria em home office no Espírito Santo Crédito: Pixabay
A pandemia do novo coronavírus impôs mudanças à forma como trabalhadores encaram a rotina do expediente, com destaque para o home office, adotado por 10% dos brasileiros ocupados, segundo dados divulgados pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), com auxílio do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O levantamento foi produzido em julho e divulgado nesta semana. A pesquisa ainda evidencia a tendência de quanto maior a renda, maiores as chances do serviço ser realizado em modelo não presencial. No Espírito Santo, o home office é mais praticado por pessoas consideradas não negras, mulheres e por trabalhadores com ensino superior, segundo o estudo. 
Os números mostram que no Espírito Santo a média de trabalhadores que atuam em home office é menor do que a média nacional. São 7% dos 1,7 milhão de trabalhadores no estado, o que corresponde a 111,3 mil pessoas, contra 8,4 milhões, sendo 10% das 81,4 milhões de pessoas ocupadas em todo o país.
O PERFIL DO TRABALHADOR EM HOME OFFICE NO ES
O grupo dos empregados que não atuam presencialmente é constituído, na maioria, por mulheres. Elas representam 59% dos mais de 110 mil. Os homens são 41%. Outra característica de quem trabalha em home office é a conclusão do ensino superior: 73% deles possuem pelo menos um diploma. Já outros 23% não têm ensino superior.
Além disso, números mostram que pessoas consideradas não negras formam maioria: 54%. Por outro lado, 46% são negros.
Segundo a supervisora técnica do Dieese-ES, Sandra Bortolon, características que já eram notadas no mercado de trabalho foram acentuadas, exibindo ainda mais a desigualdade social.
Em entrevista ao jornalista Fábio Botacin, durante o CBN Cotidiano desta sexta-feira (18), a supervisora explicou que não há um mercado de trabalho homogêneo no Brasil e que o levantamento revela a necessidade de políticas públicas para gerar mais oportunidades.
No Espírito Santo, 28% dos trabalhadores em home office não possuem casa própria. Isso é, 72% têm a opção de trabalhar na casa em que vive e é proprietário.
Dados ainda revelam a relação entre a renda fixa e o trabalho em home office. Apenas 2% ganham até um salário mínimo. Em lado oposto, 24% recebem mais de três salários mínimos por mês. Outros 5% possuem renda fixa entre um e dois salários; e 12% entre dois  e três salários.

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