O capixaba Yuri Botelho, de 36 anos, que morreu após ser atingido por um raio durante um passeio de bicicleta no Peru, estava a mais de 4.200 metros acima do nível do mar, em uma região localizada entre as províncias de Cusco e Paruro. O incidente ocorreu na tarde de quarta-feira (26), segundo informações do jornal La República. Além dele, o guia turístico e um turista dos Estados Unidos, ficaram feridos.
Ainda de acordo com o La República, o acidente aconteceu durante uma tempestade elétrica repentina que surpreendeu o grupo enquanto descia uma trilha. Agentes da Polícia Nacional chegaram por via terrestre até o ponto mais acessível e, depois, caminharam cerca de dois quilômetros para localizar os ciclistas.
O guia turístico do grupo foi o primeiro a ser encontrado e não apresentava ferimentos graves. Em seguida, os agentes localizaram Yuri, já sem vida e com sinais compatíveis com a descarga elétrica de um raio. Poucos metros adiante, encontraram também o turista norte-americano, que havia sido atingido, mas estava consciente e sem risco de morte.
Durante a inspeção, os policiais identificaram pelo menos dois pontos da área que foram atingidos pelos raios.
Apaixonado por ciclismo
Yuri era filho do ex-vereador Francisco Botelho Neto, de São Mateus, no Norte do Espírito Santo. Em uma publicação no Instagram, o pai lamentou a morte precoce do filho e afirmou que ele era apaixonado pelo esporte.
Yuri morava atualmente nos Estados Unidos e estava a passeio no Peru. Ele deixou um filho que completou 1 ano em agosto.
Culto de gratidão
Nas redes sociais, o pai de Yuri também informou que a Segunda Igreja Batista (Igreja da Rampa) realizou um culto de gratidão pela vida do filho.
Francisco Botelho Neto contou à repórter Viviane Machado, do g1 ES, que Yuri viajou ao Peru com a esposa e o filho.
Yuri será cremado no Peru, e as cinzas serão levadas para os Estados Unidos. Familiares brasileiros viajarão ao país para acompanhar o funeral.
Engenheiro, pai e apaixonado pelos EUA
Yuri morava em St. Louis, no Minnesota, há sete anos. Ele trabalhava como engenheiro da prefeitura da cidade e era casado com uma americana, com quem tinha um filho.
“Ele era um admirador da cultura americana, foi para lá e se adaptou bem. Era fluente em inglês, resolveu fixar residência e foi naturalizado”, disse o pai.
A Câmara de São Mateus decretou luto oficial de três dias na quinta (27) e prestou solidariedade à família do engenheiro. "Yuri era filho de Francisco Botelho Neto, que exerceu o cargo de Presidente da Câmara Municipal e ficou reconhecido por sua trajetória de dedicação ao Poder Legislativo mateense", disse por meio de nota.
* Com informações do jornal La República e g1 ES.