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Mais de mil tartarugas foram encontradas mortas ou feridas no ES

Dados são do Projeto de Monitoramento de Praias (PMP) da Petrobras. Número de janeiro a agosto de 2021 foi menor que o do mesmo período de 2020

Publicado em 09/09/2021 às 11h16
Tartarugas encontradas mortas ou feridas no litoral do ES
Mais de mil tartarugas foram encontradas mortas ou feridas no litoral do ES. Crédito: Reprodução/TV Gazeta

Mais de mil tartarugas foram encontradas mortas ou feridas no litoral do Espírito Santo de janeiro a agosto de 2021.

O levantamento é realizado pelo Projeto de Monitoramento de Praias (PMP) e executado pela Petrobras. O Rio de Janeiro e o Espírito Santo são os Estados com maior incidência de tartarugas encontradas, 1.635 e 1.005 animais, respectivamente.

O número do ES é menor que o do mesmo período do ano passado, quando foram encontradas 1.291 tartarugas.

Segundo o projeto, o litoral do Norte do Rio de Janeiro e do Espírito Santo são áreas prioritárias para a reprodução da espécie Caretta caretta, conhecida como tartaruga-cabeçuda, e o litoral do Norte do Espírito Santo também é prioritário para reprodução de Dermochelys coriacea, a tartaruga-de-couro.

No Brasil, ocorrem cinco das sete espécies existentes de tartarugas marinhas, todas ameaçadas de extinção: tartaruga-cabeçuda, tartaruga-de-pente, tartaruga-verde, tartaruga-oliva e tartaruga-de-couro. E em muitos casos as tartarugas são encontradas machucadas por algum petrecho de pesca ou debilitadas por ingestão de lixo.

Entre os meses de janeiro a agosto, mais de 12.838 animais foram encontrados nas praias do litoral brasileiro. Praticamente a metade, 6.120, foram tartarugas marinhas.

Segundo a Petrobras, as equipes dos Projetos de Monitoramentos de Praias (PMPs) atuam diariamente e todos os animais marinhos encontrados debilitados ou mortos são avaliados e, quando necessário, são encaminhados para o atendimento veterinário.

O período da reabilitação pode demorar alguns meses, de acordo com o estado de saúde de cada animal, que normalmente chegam as unidades de tratamento apresentando hipotermia (temperatura abaixo do normal), hipoglicemia (falta de açúcar no sangue) e desidratação.

O monitoramento é fiscalizado pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e compreende registro, resgate, necropsia, reabilitação e soltura de mamíferos, tartarugas e aves marinhas, contribuindo com as políticas públicas para a conservação da biodiversidade marinha.

No Espírito Santo, quem quiser participar acionando as equipes ao avistar um animal marinho vivo ou morto, pode entrar em contato no telefone 08000395005.

Com informações do G1/ES

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