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Boletim epidemiológico

Fiocruz indica tendência de aumento de síndromes respiratórias no ES

O Espírito Santo apresenta tendência de crescimento dos casos de Síndromes Respiratórias Agudas Graves a longo prazo; a Friocruz alerta que 96% dos casos das SRAGS tem relação com a Covid-19

Publicado em 01 de Outubro de 2021 às 11:31

Daniel Pasti

Publicado em 

01 out 2021 às 11:31
Vista aérea do bairro Enseada do Suá em Vitória
O Espírito Santo apresenta tendência de aumento nos casos de SRAGS, segundo a Fiocruz Crédito: Luciney Araújo
O Brasil apresenta tendência de redução dos casos de Síndromes Respiratórias Agudas Graves (SRAGS), motivada principalmente pelo avanço da campanha de vacinação contra o coronavírus. O Espírito Santo, porém, possui outro comportamento: um levantamento da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), divulgado nesta sexta-feira (1º), indica tendência de aumento a longo prazo de casos das SRAGS no Estado. A fundação acrescenta que 96% das síndromes correspondem a casos de Covid-19.
O levantamento da Fiocruz, que é conduzido pelo Infogripe, setor da fundação que monitora o comportamento das SRAGS no Brasil, foi concluído com dados coletados durante a semana epidemiológica entre os dias 19 e 25 de setembro, mas indica o comportamento das síndromes respiratórias em um período de três a seis semanas. Além do Espírito Santo, outros quatro Estados apresentam tendência de aumento nos casos das SRAGS: Bahia, Distrito Federal, Pará e Rondônia.
De acordo com a fundação, a análise dos dados por faixa etária no Espírito Santo indica que a tendência de aumento é concentrada na população idosa. Na maior parte do país, a tendência de aumento, sobretudo a longo prazo, é observada principalmente entre a faixa etária de zero a nove anos de idade, conforme a Fiocruz.
O Espírito Santo apresentou uma tendência de aumento de casos das SRAGS
O Espírito Santo apresentou tendência de aumento de casos das SRAGS Crédito: Divulgação/Fiocruz
Por conta disso, a Fiocruz também alerta para a incidência do Vírus Sincicial Respiratório (VSR), que é o principal agente causador de infecções que afetam os pulmões e os brônquios. O VSR afeta principalmente, e de forma mais agressiva, crianças com até três anos de idade, mas é observado também em outras faixas etárias. O coordenador do Infogripe, Marcelo Gomes, destacou que o aumento de casos de VSR pode estar relacionado ao relaxamento das medidas de proteção da Covid-19.
"O aumento de casos confirmados de VSR pode estar associado ao relaxamento em relação às medidas de distanciamento que também levou ao aumento explosivo nos casos de Covid-19. Para os casos de SRAG em crianças pequenas sem diagnóstico positivo para Covid-19, o VSR acaba sendo o suspeito natural. Nesse caso, a testagem por RT-PCR é importante não só para o acompanhamento da disseminação do vírus, mas também para o diagnóstico diferencial. Quanto à faixa etária, os casos de VSR apresentam mediana de 0 ano e intervalo de confiança a 90% até os 54 anos de idade, ou seja, o resultado está concentrado no intervalo de 90 das 100 amostras. Ao mesmo tempo, a mediana para o total de casos de SRAG referentes ao ano de 2021 é de 56 anos", disse.

VITÓRIA EM RISCO ALTO DE TRANSMISSÃO COMUNITÁRIA

A Fiocruz também divulgou os dados referentes à análise das tendências de transmissão comunitária das SRAGS nas 27 capitais dos Estados brasileiros, que são divididas em macrorregiões de saúde. Vitória encontra-se na classificação de nível alto de transmissão, junto com outras 17 capitais, que também estão em macrorregiões de saúde com nível alto de contágio.
Além disso, outras duas capitais integram macrorregiões de saúde em nível pré-epidêmico (Macapá e São Luís), uma integra macrorregião de saúde em nível epidêmico (Boa Vista), quatro estão em nível muito alto (Curitiba, Florianópolis, Goiânia e Rio de Janeiro), e duas em nível extremamente alto (Belo Horizonte e Brasília).

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