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Prainha

Família de shih-tzu morta em ataque pede ajuda para achar tutor de pastor-belga

Pai e filha estão publicando imagens de câmeras de segurança para localizar o dono do pastor-belga, que no momento do ataque passeava com o cão sem coleira

Publicado em 11 de Fevereiro de 2024 às 16:03

Redação de A Gazeta

Publicado em 

11 fev 2024 às 16:03
Após ter a cachorra morta em um ataque por um pastor-belga que estava sem coleira no Centro de Vila Velha, na última sexta-feira (9), a família da shih-tzu Peróla está recebendo ajuda para localizar o tutor do cachorro que avançou e matou a cadela.
Pelas redes sociais, a tutora de Pérola, Carol Alvim, e seu pai, Beto Alvim, estão publicando imagens de câmeras de segurança na região e pedindo ajuda para localizar o dono do pastor-belga, que antes do acidente estava atrás do cachorro solto, segurando a sua coleira. A família também fez Boletim de Ocorrência on-line.
Segundo Beto Alvim, a família está perto de identificar o tutor do pastor-belga. "Vizinhos e várias pessoas das redes sociais estão nos ajudando, além de órgãos da prefeitura que cuidam destes casos", afirma.
Era Beto quem estava passeando com Peróla no momento do ataque, caminhada que estava na sua rotina e era feita duas vezes por dia, sempre pela manhã e à tarde. 
"Percebi que tinha um rapaz do meio da rua com a coleira na mão e o cachorro solto. Um sexto sentido me avisou e eu segurei a minha cadelinha mais forte um pouco. De repente partiu o cachorro em minha direção e eu fiquei preocupado, achando que ele fosse me atacar", relata.
"Comecei a rodar para ele não atacar pelo meu pescoço e fui rodando e levantando a minha cadelinha. Quando ele chegou na altura da minha cabeça, o cachorro avançou e, numa bocada, arrancou ela da coleira e me arranhou a perna e o peito com as unhas"
Beto Alvim - Tutor da shih-tzu Pérola, morta em ataque de pastor-belga sem coleira
Ele contou que, no dia do ataque, sua neta de 5 anos estava insistindo para acompanhá-lo no passeio com Pérola, o que era comum na rotina da família. "Com muito custo eu consegui convencê-la a ficar com a avó. Poderia ter sido uma tragédia. Vai que o cachorro, em vez de atacar a cadela, ataca a minha neta? Graças a Deus ela ficou em casa", afirma.

O ataque

O cachorro aparece em imagens de câmeras de segurança andando sozinho pela rua. É possível vê-lo cheirando algumas plantas até que, depois de algum tempo, um homem ainda não identificado — possivelmente o tutor do cachorro de grade porte — aparece caminhando lentamente com uma coleira na mão na mesma direção que o cão.
Antes que ele o alcançasse, o animal começa a atacar Peróla. O homem ainda tenta levantar a cadelinha pela coleira, no entanto, em um dos ataques, o cachorro maior consegue arrancar a pequena da coleira. Em um dos vídeos captados por câmeras de segurança, é possível ver o cachorro carregando a shih-tzu na boca, como uma presa. A imagem é forte.
Pérola ainda conseguiu se livrar e saiu correndo em direção a uma calçada, enquanto outras pessoas se aproximaram para ajudar. O aposentado, dono da cadela, percebendo que ela ainda estava viva, tentou levá-la a uma clínica veterinária. A cadela, porém, não resistiu e morreu. Momentos depois do ataque, o pastor-belga ainda foi visto solto pela rua sem coleira ou tutor.

O que diz a prefeitura

Por nota, a Prefeitura de Vila Velha informou que o Bem-Estar Animal da cidade teve acesso à notícia da morte de um animal da raça shih-tzu, ocorrida por outro animal de grande porte.
"É importante ressaltar que qualquer canino de médio e grande portes, inclusive os animais de raças de guarda ou combate, devem transitar em vias públicas com maiores de 18 anos, com capacidade de realizar a contenção dos animais e, obrigatoriamente, devem ser submetidos a coleiras curtas, preferencialmente com capacidade de contenção e também devem estar vestidos com focinheira, ajustada para evitar agressões em pessoas e outros animais", diz a resposta.
Também informou que os animais agressores podem ser apreendidos, caso sejam encontrados em situações ilegais, e seus proprietários são responsáveis civil e criminalmente por quaisquer danos ocorridos a pessoas ou animais. Sobre o caso da sexta-feira (9), porém, não informou se o tutor do cachorro foi identificado e se alguma medida já foi tomada.
Ainda de acordo com a prefeitura, todas as informações sobre os proprietários do animal, devem ser encaminhadas pelo canal de ouvidoria da PMVV ou através do número de WhatsApp 27 99268-3398. A nota diz ainda que é importante que o proprietário do animal morto registre um boletim de ocorrência como vítima.

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