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Em nota assinada pelo reitor, conselho da Ufes defende adiamento do Enem

A nota é assinada pelo reitor da Ufes, Paulo Sérgio Vargas. O texto ainda critica a postura do governo Bolsonaro no combate à pandemia

Publicado em 20/05/2020 às 07h28
Atualizado em 20/05/2020 às 10h15
Biblioteca Central da Ufes
Biblioteca Central da Ufes. Crédito: Fernando Madeira

O Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes) emitiu uma nota em que se manifesta contrário à manutenção do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) nas datas previamente agendadas pelo Ministério da Educação, 1° e 8 de novembro.

A instituição pede que a data seja adiada, já que as escolas de todo o país estão fechadas devido ao coronavírus, o que colocaria em desigualdade alunos de colégios públicos que têm dificuldade de acesso à internet. A nota é assinada pelo reitor da Ufes, Paulo Sérgio Vargas. O texto ainda critica a postura do governo Bolsonaro no combate à pandemia.

"Não vivemos em uma dita 'normalidade'. Não haveria necessidade dessa afirmação, se o próprio governo federal tratasse a pandemia mortal como responsabilidade do Estado. Como não é o caso, é urgente dizer que há prejuízos pessoais à vida das pessoas e prejuízos acadêmicos às aprendizagens e ao ano letivo escolar. Portanto, não há condições e nem motivação pedagógica para a manutenção do Enem", pontuou a nota.

O conselho cita que, do total de 7,9 milhões de estudantes matriculados no ensino médio, 5,6 milhões encontram-se em escolas públicas, que seriam prejudicados caso a data seja mantida.

"A aplicação do Enem, desconsiderando os fatores mencionados, aumenta as desigualdades de aprendizagem, de preparação para o exame e do direito às garantias justas de oportunidades a todos. Sendo assim, o Cepe (conselho) expressa sua posição contrária à realização do Enem, enquanto não houver reposição dos estudos perdidos durante o isolamento social e a paralisação das atividades", finalizou o conselho.

O Senado aprovou nesta terça-feira (19) o projeto que adia automaticamente as provas que dão acesso aos cursos de graduação, entre as quais o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), mas o texto ainda precisa ser analisado pela Câmara dos Deputados e, depois, ser enviado para o presidente Jair Bolsonaro, que pode sancioná-lo ou vetá-lo.

No início de maio, o ministro da Educação, Abraham Weintraub, se reuniu com os senadores e defendeu que a prova fosse mantida nas datas originais. Ele também tem afirmado que o Enem não foi feito para "corrigir injustiças". No entanto, após a ação do Senado, o Ministério da Educação anunciou uma consulta pública, no próximo mês, entre os inscritos do Enem, com o objetivo de definir se a avaliação deve ou não ser prorrogada.

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