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Dois eventos de superlua poderão ser observados no ES em abril e maio

Eventos astronômicos vão acontecer nos dias 27 de abril e 26 de maio; astrônomo Marcos Calil, do Instituto Climatempo, contou como observadores poderão visualizar o fenômeno

Publicado em 22/04/2021 às 16h41
Superlua vista da praia de Camburi, em Vitória
Superlua vista da praia de Camburi, em Vitória, em abril do ano passado. Crédito: Vanda Lopes

Assim como noite de eclipse solar, lunar, chuva de meteoros, observar o fenômeno da superlua também é um evento para anotar na agenda dos fãs de astronomia. Então atenção: dias 27 de abril e 26 de maio, de olho no céu porque as luas especiais vão aparecer.

E para os capixabas que quase sempre ficam de fora dos eventos astronômicos, a notícia é boa: o Instituto Climatempo aponta que não há expectativa de chuva nos próximos dias no Espírito Santo, portanto, o céu deve ter poucas nuvens e a chance de visualizar o fenômeno será maior.

De acordo com análises feitas pelo professor e astrônomo Marcos Calil, do Instituto Climatempo, a superlua do dia 27 de abril terá uma diferença horária entre a ocorrência da lua cheia e do perigeu, ou seja, do ponto da órbita em torno da Terra. Ele afirma que o melhor momento de observação ocorrerá durante o amanhecer.

Sendo assim, no momento que o sol estiver nascendo, a lua irá se pôr no horizonte oeste. "Vale muito observar o ocaso da lua (pôr da lua) poucos instantes antes do nascer do sol. Será um belo espetáculo", pontuou o especialista.

Já para a superlua de 26 de maio, ocorrerá uma diferença horária que contribui a contemplação durante o anoitecer. Ou seja, poucos instantes antes do pôr do sol vale ficar atento para o horizonte oeste e esperar um belíssimo nascer da lua.

Calil complementa dizendo que ainda assim, vale contemplar o nascer da lua no dia 27 de abril e o ocaso da lua no dia 26 de maio, pois a diferença não ficará abaixo dos 90% exposto por Nolle. Então, será possível observar o evento da superlua tanto no amanhecer como no anoitecer.

RICHARD NOLLE

Calil explica que, em 1979, o astrólogo Richard Nolle descreveu o primeiro conceito sobre superlua na revista americana Dell Hoscope. Como ele mesmo descreve no seu site, "claramente, existe muita confusão sobre o que é realmente uma superlua".

Em grande parte do seu texto, Nolle associa a ocorrência da superlua com previsões de fenômenos catastróficos ocorridos na Terra. De acordo com Nolle, o fenômeno ocorre quando uma lua nova ou cheia se localiza próxima do perigeu da órbita da Terra.

Resumidamente, Terra, Lua e Sol estão todos alinhados, tendo a Lua o mais próximo da Terra. Para qualquer lua nova ou cheia, Terra, lua e sol estão todos em uma linha: Terra está no meio do alinhamento da lua cheia, enquanto a lua nova ocorre com a lua no meio. A união deste alinhamento é tecnicamente denominada de sizígia.

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