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Covid-19: médicos criam "cápsula" de proteção com canos e plástico no ES

Profissionais da Unidade de Saúde de Jardim Marilândia, em Vila Velha, criaram a barreira de proteção para atender pacientes com suspeita de coronavírus

Publicado em 25/08/2020 às 15h51
Atualizado em 25/08/2020 às 15h55
Proteção por meio de barreira é implantada em unidade de saúde em Vila Velha
Proteção por meio de barreira é implantada em unidade de saúde em Vila Velha . Crédito: Reprodução | TV Gazeta

Para reduzir o risco de contaminação pela Covid-19, profissionais da unidade de saúde de Jardim Marilândia, em Vila Velha, criaram uma estrutura, a qual chamaram de "cápsula", para realização de atendimentos a pacientes com sintomas gripais. Pelo pioneirismo da ideia, virou referência no atendimento a pacientes com suspeita do novo coronavírus. Nas cápsulas, os profissionais que atendem pacientes com sintomas ficam protegidos em um espaço isolado da área externa.

De acordo com informações divulgadas pelo Bom Dia ES, da TV Gazeta, nesta terça-feira (25), a estrutura montada é feita com canos de policloreto de vinila (PVC) e vedada com plástico. Os médicos fizeram uma vaquinha, compraram material e eles mesmos construíram as cápsulas. O mecanismo de atendimento foi feito com autorização da direção da unidade de saúde e também da secretaria de saúde de Vila Velha.

Para o médico da família Amois Batista dos Santos, a ideia é fazer coleta de exames em um ambiente seguro. "Quando soube que ia ser unidade de referência, tive a necessidade de criar algum material para a nossa proteção, até porque no início não tinha material de proteção individual para todos os funcionários da nossa equipe. A gente coleta todos os sinais vitais, faz o exame físico, em contato com o paciente, mas com tudo vedado, não tem contato direto para transmissão do vírus. Se precisar fazer teste rápido, também faz pela cápsula", explicou.

O sistema montado começou a funcionar no dia 25 de junho e, até agora, mais de 590 pacientes que estavam com sintomas gripais já foram atendidos no local. Para os médicos criadores da ideia, as cápsulas têm tido resultados positivos. Com o instrumento, é possível atender dois pacientes ao mesmo tempo, sem risco de contágio um com o outro. Mesmo do outro lado da barreira, os pacientes são examinados, têm a temperatura aferida e até mesmo fazem os testes da Covid-19.

Segundo Amois, o método preveniu contaminações entre os profissionais da saúde. "Dos funcionários que trabalham aqui na unidade, que trabalham direto com a Covid, não tivemos nenhum caso de contaminação", disse.

FILA PARA ATENDIMENTO

Ainda segundo informações divulgadas pela TV Gazeta, a unidade onde fica o sistema de cápsulas, em Vila Velha, encontrava-se lotada nesta segunda-feira (24), com fila de mais de 40 pessoas esperando atendimento.

Segundo Eliane de Castro, enfermeira responsável pela unidade de saúde, a concentração se deu por se tratar do dia de distribuição de senhas. "Toda segunda a gente distribui 100 senhas para clínica e especialidades. Elas são destinadas ao grupo prioritário, que inclui idosos, hipertensos, etc. Só que acabam vindo pessoas de outros grupos, que acabamos atendendo e por isso forma essa fila", afirmou.

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