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Cachoeiro está há 7 dias sem registrar mortes pelo coronavírus

O município no Sul do Espírito Santo já contabiliza 6.540 casos confirmados e 179 óbitos desde o início da pandemia, segundo dados do Painel Covid-19, atualizados na tarde desta terça-feira (20) pela Secretaria de Estado da Saúde (Sesa)

Publicado em 21/10/2020 às 10h01
Cachoeiro de Itapemirim, Sul do Espírito Santo
Cachoeiro de Itapemirim, Sul do Espírito Santo. Crédito: Divulgação/PMCI

A maior cidade da região Sul do Espírito Santo completou sete dias sem registrar mortes pelo novo coronavírusCachoeiro de Itapemirim já contabiliza 6.540 casos confirmados e 179 óbitos desde o início da pandemia, segundo dados do Painel Covid-19, atualizados na tarde desta terça-feira (20) pela Secretaria de Estado da Saúde (Sesa).

Segundo o médico infectologista Daniel Junger, a informação é boa, mas não é motivo para negligenciar a pandemia porque ainda não representa uma tendência de queda. “É sempre animador termos boas notícias, com menos eventos adversos, com desfechos fatais, mas o que temos que ter em mente é que esse intervalo é muito pequeno para considerarmos uma tendência de queda”.

Para Junger, o que vem acontecendo pode ser resultado de melhorias na assistência aos pacientes. “O que temos de mortes ainda, são mortes de pessoas internadas. E isso tem um contexto a ser avaliado, como uma melhor assistência e o aprendizado que temos ao prestar melhor os cuidados às pessoas, mas não, necessariamente, quer dizer que nós estamos numa fase de tanta calmaria assim”, alertou.

Ainda segundo o médico, é preciso observar os momentos vividos em alguns países, como os da Europa, com a segunda onda da doença, além de outros fatores que precisam de atenção pós-contaminação pela Covid-19.

“Temos uma série de acontecimentos envolvendo pessoas que já tiveram Covid, já tiveram alta, foram consideradas curadas e tiveram complicações futuras, ditas pós-Covid, e isso é difícil da gente codificar, então, não é hora de banalizar, temos que levar a sério para que possamos evitar perdas desnecessárias, então, não podemos usar as notícias boas como se fosse um falso bálsamo de que tudo acabou, não acabou, temos muito caminho pela frente”, finalizou o infectologista.

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