Publicado em 30 de outubro de 2025 às 13:23
O sabor, por si só, já não é suficiente para determinar se um café é ou não especial. Agora, atributos físicos, afetivos, descritivos e extrínsecos também contribuem para agregar a valor à bebida. >
Isso porque a Associação Brasileira de Cafés Especiais (BSCA) e a Specialty Coffee Association (SCA) adotaram, no início de 2025, o sistema Coffee Value Assessment (CVA) como protocolo oficial de avaliação dos cafés especiais do Brasil, em substituição ao Protocolo da Specialty Coffee Association (SCA), usado desde 2004. >
Para detalhar as mudanças no padrão nacional de avaliação da qualidade dos cafés, o videocast Momento Agro conversa com o Q-Grader (provador e qualificador de café) Rodrigo Fernandes, que é também responsável pela Unidade de Referência de Cafés Especiais Alto Rio Novo, no Noroeste do Espírito Santo, e com a engenheira agrônoma e filha de produtores de cafés especiais, Ariadna Passamani. >
Para Rodrigo, o novo protocolo vai ajudar no entendimento das pessoas sobre o que é um café de qualidade. “O conceito de café especial mudou. Antigamente, os cafés especiais eram os que atingiam acima de 80 pontos. Agora, o café especial é aquele que traz a experiência e permite até a um leigo entender melhor por que o provador considera determinado café como especial”, explica o Q-Grader. >
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Já Ariadna acredita que o CVA deixa as avaliações mais técnicas e menos subjetivas. “O CVA tem várias formas de identificação e menos chances de os avaliadores aumentarem notas para os cafés preferidos e serem injustos com os demais, ou ainda inventarem características irreais para o café”, destaca. E acrescenta que o novo protocolo oferece uma maior facilidade de dialogar com os mercados, devido à forma como foi estruturada a avaliação descritiva.>
Dê o play e confira esse bate-papo sobre cafés especiais. >
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