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Agronegócio

Cupuaçu: do Norte do país para todo o Espírito Santo

Fruta se destaca no agronegócio capixaba e garante boa rentabilidade para os produtores

Publicado em 06 de Janeiro de 2020 às 17:03

Redação de A Gazeta

Publicado em 

06 jan 2020 às 17:03
Cupuaçu está sendo produzido no Espírito Santo Crédito: Reprodução TV Gazeta

*Com informações de Fábio Linhares

Uma fruta tradicionalmente cultivada na Região Norte do país tem se destacado também em solo capixaba. Mais de 60 toneladas de cupuaçu foram produzidas no município de Viana em 2018, o que garantiu boa rentabilidade aos produtores locais. Além dos benefícios nutritivos, as facilidades de cultivo também têm atraído muitos olhares de quem pensa em investir no fruto.
O produtor rural Martin José Zucolotto produz cupuaçu há dez anos na propriedade da família na região de Baía Nova, em Viana, na Grande Vitória. A ideia surgiu durante uma viagem para visitar a família e, desde então, tem garantido bom retorno financeiro.
“Estive no Pará, na casa de parentes, e achei a fruta muito bonita, saborosa. Trouxe a semente e fiz cerca de 15 pés, que são os mais antigos. Depois, fui colhendo e replantando e formei dois hectares”, conta.
Segundo Zucolotto, a preocupação inicial era se a fruta iria se adaptar ao clima do Espírito Santo. “Se você trouxer a muda, não vai funcionar bem aqui, porque ela germinou lá, mas a semente já vai nascendo aclimatada, então deu certo”, explica.
Atualmente, na propriedade há cerca de 800 pés de cupuaçu consorciados com macadâmia e cacau. Segundo o produtor, a colheita é simples, já que, como a cor não muda, o cupuaçu só pode ser colhido quando já caiu do pé.
Para agregar valor, a fruta é levada para o beneficiamento, na propriedade da família mesmo. Os gomos vão para uma máquina que separa a semente da massa, que é vendida no formato de polpa pura, 100% cupuaçu.
Quem também já investe nessa plantação é Domingos José Castro. Na propriedade dele, que fica na localidade de Jacarandá, na divisa entre Viana e Guarapari, são cerca de 8 mil pés. Por lá, a fruta é vendida in natura com o valor médio de R$ 2 o quilo.
Ele reforça que o período de conservação da fruta é curto. “Se for um dia de chuva, aumenta a incidência de fungos e outras pragas que podem contribuir para que ele se deteriore mais rapidamente. E se você colhe com chuva, coloca dentro da caixa e depois ainda em um caminhão baú, por exemplo, pode esquentar, fazendo com que a durabilidade diminua ainda mais, principalmente se o transporte for para longe. É um comércio bem difícil de ser realizado”, pontua Castro.
Mesmo com os desafios de logística, Domingos é otimista e avalia que o consumo da fruta tem crescido no Estado. “A perspectiva é de aumentar o consumo. Eu só acho que a nossa oferta ainda é grande.”
Para a engenheira agrônoma Robertha Bragato, a fruta é uma excelente opção de cultivo, já que demanda menos trato ao longo da produção. “Até uns dois anos, você precisa ter um pouco de atenção, até por conta da incidência de praga. Depois, por ser mais rústica, não precisa tanto de poda, nem irrigação. Adubação é uma vez a cada ano também. A condução após três anos é bem tranquila e, a partir do quinto, é quando a cultura está implementada e ela começa a dar mais frutos”, explica.
No Espírito Santo, o melhor período de colheita é nos meses de julho e agosto, mas os pés produzem praticamente durante todo o ano, mantendo a produção em alta.
Um levantamento feito pelo IncaperIBGE e prefeitura aponta que o município de Viana é o maior produtor de cupuaçu do Estado. E, para incentivar o plantio, a administração doa a muda e faz o acompanhamento técnico nos primeiros anos.

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