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Música

'Eleja um assassino e espere um genocídio', diz Emicida durante live

O rapper lembrou de uma situação nos EUA e readaptou ao Brasil. Emicida cantou por mais de oito horas neste domingo (11)

Publicado em 11 de Maio de 2020 às 16:03

Redação de A Gazeta

Publicado em 

11 mai 2020 às 16:03
O rapper Emicida, 34, aproveitou a visibilidade durante sua live neste domingo de Dia das Mães (11), para criticar o governo do atual presidente Jair Bolsonaro (sem partido).
Emicida
O rapper Emicida relembrou um discurso do atual presidente Crédito: Jornal de Brasília
O rapper usou de exemplo uma cidadã norte-americana que na época das eleições do Donald Trump, em 2016, usou a camiseta com a frase: "eleja um palhaço e espere um circo". "Quando a gente traz para a realidade do Brasil, a gente vê as atitudes desse inútil que está ocupando o Palácio do Planalto. Aí você pensa, mano: eleja um assassino e espere um genocídio", afirmou o músico.
Em uma live com mais de oito horas de duração, Emicida relembrou um discurso do atual presidente feito em 2017, quando até então era pré-candidato à presidência. A fala de Bolsonaro dizia que um quilombola "pesava sete arrobas" em uma palestra no clube Hebraica, no Rio de Janeiro.
"O que tem de mais nojento nesse país está representado por esse pensamento. Pensamento de gente que olha pra nós e diz 'neguin está cheio de marra'. Daqui pra frente vai piorar pra vocês, a gente não vai regredir não", afirmou o cantor.
O discurso de Emicida repercutiu na web, principalmente no Twitter, onde alguns internautas elogiaram a postura do rapper. "Cresci com o rap, na favela... hoje senti orgulho de ver você falar assim, isso me representa demais, obrigado!", escreveu um seguidor. Já outro afirmou: "Dá pra dar quantos likes nisso aqui?".
De acordo com a gravadora de Emicida, Laboratório Fantasma, ele cantou mais de 100 músicas durante a transmissão ao vivo. O rapper também aproveitou a interatividade com os internautas no momento da live e fez rimas improvisadas com os tuítes de fãs.
Recentemente o rapper paulista se juntou ao grupo de 511 artistas para assinar um manifesto contra a atual secretária especial da Cultura do governo Bolsonaro, Regina Duarte. Além de Emicida, estão presentes nomes como Adriana Esteves, Cauã Raymond, Malu Mader, Marcelo Serrado, Marieta Severo, Marisa Orth, Miguel Falabella, Monica Iozzi, entre outros.

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