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Música

Velhas Virgens lançam disco maduro sobre bebedeira, lesbianismo, sexo e amizade

Banda faz homenagem ao rock setentista e não deixa suas raízes de lado em novo álbum

Publicado em 08 de Dezembro de 2020 às 17:39

Redação de A Gazeta

Publicado em 

08 dez 2020 às 17:39
Velhas Virgens: Paulão de Carvalho (voz e gaita); Tuca Paiva (baixo); Juliana Kosso (voz); Filipe Cirilo (guitarra e violão); Alexandre Cavalo Dias (guitarra) e Simon Brow (bateria)
Velhas Virgens: Paulão de Carvalho (voz e gaita); Tuca Paiva (baixo); Juliana Kosso (voz); Filipe Cirilo (guitarra e violão); Alexandre Cavalo Dias (guitarra) e Simon Brow (bateria) Crédito: Divulgação
Nem velhas, nem virgens! Do alto de seus 50 anos, os integrantes das Velhas Virgens demonstram vigor e nostalgia em "O Bar me Chama", novo disco da banda que faz homenagem ao rock dos anos 1970 e surge seis anos depois de seu último álbum de estúdio.
O novo trabalho do grupo conhecido por enaltecer a boêmia e o sexo livre nasce em meio à pandemia com claras influências de Eric Clapton, B. B. King, The Stooges e Lynyrd Skynyrd e já está disponível nas plataformas digitais e no site da banda de rock e blues.
Diferente do tom mais descompromissado de 34 anos atrás, quando surgiu na capital paulista, a autoproclamada maior banda independente do Brasil fala dos mesmos assuntos -que incluem bebedeira, sexo, lesbianismo e amizade- de forma atual e mais madura. Isso sem perder a irreverência e a alegria tão características do grupo sem papas na língua.
Segundo o vocalista Paulão de Carvalho, no passado as músicas da banda tinham a ideia do que os integrantes enxergavam do clima da época, mas afirma que o mundo mudou e, em consequência, suas letras.
Na década de 1990, Paulão cantava um blues safado e sem compromisso em versos como "abre essas pernas pra mim, baby/ tô cansado de esperar/ você dá pra todo mundo/ só pra mim que você não quer dar". No álbum deste ano, "Não É Não" é uma das músicas que dá o novo tom da banda, com teor mais feminista e protagonismo de Juliana Kosso, vocalista na banda desde 2018.
"As músicas das Velhas Virgens são consideradas machistas por algumas pessoas por falar de sexo tão abertamente, mas não é bem assim. O humor tem que vir da igualdade. Só faz sentido se a mulher responde à altura, na mesma moeda, assim como em 'Abre Essas Pernas'. É uma via de mão dupla."
O guitarrista Alexandre Dias, o Cavalo, concorda e diz que a banda está mais atualizada. "Sempre falamos em liberdade sexual e seguimos assim, mas agora na faixa dos 50 anos. Amadurecemos tanto as letras quanto o nosso som."
Com um toque de romantismo e uma batida ao estilo "Rebel, Rebel", de David Bowie, "Luísa e Ana" -versão de "Lousiana", um sucesso obscuro dos anos 1970 na voz de Mike Kennedy-- faz alusão a duas namoradas. "Na música, ao estilo Jane e Herondy, o cara tenta namorar uma menina que tem namorada. Mas ela não dá bola. É uma canção sobre respeitar a individualidade das pessoas", afirma o vocalista.
Segundo Paulão, a falta de liberdade nunca combinou com rock n' roll, que para ele é o ritmo que quebra tabus e mordaças. "O rock sempre caminhou para a liberdade de gênero."
O disco, com dez músicas, tem ainda "Mazzaropi Blues", instrumental com riff conduzido pela gaita de Paulão e que mistura surf music ao rockabilly. Em seguida vem "O Bar me Chama", um típico blues da banda, bem-humorado, chamando todos para a festa.
Mas as Velhas Virgens têm mais novidades à vista. Com uma pegada à lá "Pretty Woman", de Roy Orbison, misturando a balada à guitarra pesada de Eddie van Halen, a banda lança neste mês "Marcha da Vacina", uma marchinha de Carnaval dentro do já tradicional bloco Carnavelhas, na esperança de retomar os shows ao vivo em breve. A última apresentação do grupo foi no sábado seguinte à folia, em fevereiro passado. "Éramos felizes e não sabíamos", diz Cavalo.
Paulão, que também é coordenador de roteiro do "Domingo Legal", do SBT, e roteirista, está lançando seu terceiro livro, "Os 12 Homens do Samba". É uma história que une figuras do erudito, os anjos Mozart, Beethoven e Bach, a sambistas como Adoniran Barbosa, Noel Rosa e Lupicínio Rodrigues.
Tudo isso em um céu criado por Deus para artistas rebeldes, com belas mulheres, que remete à boêmia Lapa carioca.
"É uma ficção de realismo fantástico. Demorei dez anos para escrever. Pretendo lançar outros do estilo, com figuras do rock e outros estilos", diz o roqueiro.

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