Sair
Assine
Sair
Entrar

Recuperar senha

Já tem uma conta?

Acesse aqui

Cadastrar nova senha

Já tem uma conta?

Acesse aqui

Coronavírus

Secretários estaduais de Cultura pedem aprovação da Lei de Emergência

A Secult participa da articulação que deve garantir benefícios aos trabalhadores da cultura para diminuir o impacto da Covid-19 no setor

Publicado em 06 de Maio de 2020 às 15:37

Redação de A Gazeta

Publicado em 

06 mai 2020 às 15:37
Fabrício Noronha, Secretário Estadual de Cultura
Fabrício Noronha, Secretário Estadual de Cultura, está entre os representantes que assinam a carta aos deputados federais Crédito: Hélio Filho/Secom
O Fórum Nacional de Secretários e Dirigentes Estaduais da Cultura publicou, nessa terça-feira (05), uma carta aberta de apoio à criação da Lei Nacional de Emergência Cultural, como um instrumento essencial para garantir proteção mínima necessária ao setor da cultura. O secretário de Estado da Cultura, Fabricio Noronha, está entre os representantes dos 26 estados que assinam a carta direcionada ao Congresso.
No texto, os dirigentes pedem celeridade na votação dos Projetos de Lei que versam sobre a concessão de benefícios aos trabalhadores da cultura e da economia criativa, além da execução do Fundo Nacional da Cultura (FNC).
“Em um período onde a paralisação da economia criativa se apresenta como uma das mais longas entre diversos setores, cujos trabalhadores serão os últimos a terem condições de retomarem suas atividades, são imprescindíveis medidas de preservação e cuidado com aqueles que desempenham papel fundamental no desenvolvimento do nosso país”, diz o texto da carta.

REUNIÃO

Fabricio Noronha participou, no último sábado (03), da reunião virtual do Fórum Nacional de Dirigentes e Secretários Estaduais da Cultura para debater o FNC, renda emergencial para artistas e trabalhadores da economia criativa, além de alguns Projetos de Lei que estão em tramitação no Congresso e tratam de ações emergenciais para o setor cultural.
“A reunião foi motivada, pelas boas notícias do avanço do PL 1089/2020, que garantirá Renda Básica para trabalhadores da Cultura e subsídio mensal, por quatro meses, de R$ 10 mil para Espaços Culturais (teatros independentes, centros culturais, escolas de artes, circos, pontos de cultura, estúdios de gravação musical e audiovisual). Agora, incorporado no PL 1075/2020. Tudo isso, com recursos oriundos do próprio Fundo Nacional de Cultura (FNC)”, explicou o secretário.
Na reunião, representantes de vários estados conversaram com deputados federais, que se comprometeram a pedir urgência na tramitação dos projetos de Lei, de modo a garantir assistência para o setor cultural com mais celeridade. O requerimento de urgência foi votado e aprovado nessa terça-feira (05), e o PL 1075/2020 foi encaminhado às comissões de Finanças e Justiça da Câmara para apreciação.
O secretário Fabricio Noronha destacou que alguns governos estaduais fizeram, na medida de seus limites legais e orçamentários, diversas ações de enfrentamento à pandemia do Covid-19, como, por exemplo, o Edital Emergencial da Cultura. “É importante a participação do Governo Federal nesse enfrentamento. Para se ter um parâmetro, o Fundo Nacional de Cultura (FNC) tem 890 milhões de reais disponíveis no orçamento de 2020, além de 350 milhões de superávit acumulado entre janeiro e dezembro de 2019. O Fundo Setorial do Audiovisual (FSA) têm recursos disponíveis na ordem de 1 bilhão de reais”, ressaltou.

ENTENDA O CASO

  • O Fundo Nacional da Cultura (FNC) tem em 2020 um orçamento de R$ 890 milhões, e o Fundo Setorial do Audiovisual tem recursos da ordem de R$ 1 bilhão.
  • Se distribuídos entre os estados, esses recursos podem auxiliar na sobrevivência dos trabalhadores da cultura e da economia criativa.
  • Secretários e dirigentes de todo o País se reuniram e se comprometeram a garantir que os recursos sejam executados de forma a diminuir os impactos da pandemia do Covid-19 no setor cultural.
  • Na Câmara Federal, dois projetos de Lei sobre ações emergenciais para o setor cultural começaram a tramitar em março, em regime de prioridade. Isso significa que o Projeto de Lei anda mais rápido do que um projeto que tramita em regime ordinário.
  • Os projetos de Lei foram apensados um ao outro, formando uma proposta que fala sobre concessão de benefícios aos trabalhadores, negociação de dívidas e prazos, bem como a proibição do corte de água, luz e internet para pessoas jurídicas que atuem na área. Os recursos para isso viriam do Fundo Nacional da Cultura (FNC).
  • Os dirigentes estaduais e os deputados mantêm um diálogo para garantir a execução da lei nos estados e para ressaltar a importância da tramitação rápida desta lei, dada a urgência das medidas.
  • Nessa terça-feira (05), foi aprovado no plenário da Câmara Federal um requerimento para que o Projeto de Lei corra em regime de urgência. Isso significa que o legislativo, em sua maioria, entende a necessidade de que as medidas propostas sejam analisadas com urgência. Se aprovada, a Lei Emergencial da Cultura vai para o Senado e, sendo aprovada lá, parte para a sanção presidencial.
  • Sendo sancionada, a Lei entra em vigor no dia de sua publicação, e vale enquanto durar o Estado de Emergência em Saúde Pública decorrente da pandemia do novo Coronavírus (Covid-19)

Este vídeo pode te interessar

Viu algum erro?
Fale com a redação
Informar erro!

Notou alguma informação incorreta no conteúdo de A Gazeta? Nos ajude a corrigir o mais rapido possível! Clique no botão ao lado e envie sua mensagem

Fale com a gente

Envie sua sugestão, comentário ou crítica diretamente aos editores de A Gazeta

A Gazeta integra o

Saiba mais

Recomendado para você

Imagem de destaque
Ansiedade pré-vestibular: 6 dicas para lidar com o nervosismo
Bandeira do Brasil na fachada de prédio
Bandeiras nas varandas: o condomínio pode proibir?
Imagem de destaque
Saúde feminina: 5 atividades físicas que ajudam a prevenir doenças

© 1996 - 2024 A Gazeta. Todos os direitos reservados