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Carlos Papel comemora 55 anos de carreira com show no Centro Cultural Sesc Glória

Em conversa com o "Divirta-se", o artista carioca, mas capixaba de coração, relembra momentos marcantes da sua trajetória, em especial o sucesso da música "Sol da Manhã"

Vitória / Rede Gazeta
Publicado em 10/09/2021 às 08h23
Carlos Papel faz 55 anos de carreira com show no Centro Cultural Sesc Glória
Carlos Papel faz 55 anos de carreira com show no Centro Cultural Sesc Glória. Crédito: Fernanda Nali

A história recente da música capixaba se confunde (no bom sentido, é claro) com o talento e a voz de Carlos Papel. Não à toa, o artista, autor de faixas inesquecíveis, como "Sol da Manhã", “Povo da Terra Brasil”, "Fora do Eixo", "Liberado" e "Alegria", chega aos 55 anos de carreira com um tributo em formato de show, que acontece nesta sexta-feira (10), a partir das 19h30, no Centro Cultural Sesc Glória, em Vitória.

Por conta dos cuidados sanitários em relação à Covid-19, o público ficará restrito a 280 pessoas, mas a plateia poderá acompanhar um espetáculo de qualidade inquestionável e com presença de gente talentosa, como Dora Dalvi (violão sete cordas) e Potiguara Menezes (violão e guitarra), além de participações especiais de Julia Nali (filha de Papel), Zé Antônio Monteiro, Marcos Coco e Aloyr Jr, vozes do grupo O Quarto Crescente, do qual Carlos faz parte.

No repertório, canções representativas da trajetória musical de Papel (que é carioca, mas capixaba de coração) e algumas faixas inéditas, registradas no recém-lançado songbook - também disponível nas plataformas digitais - dedicado à sua obra. 

"Fiz mais de 80 lives durante a pandemia, transmitidas sempre do meu quarto. Foi importante, pois melhorou bastante a minha performance, especialmente no violão, mas confesso que estava sentindo saudade de um contato direto com o público, que só as apresentações presenciais podem proporcionar. Sabe aquela coisa de sentir o cheiro e a respiração da plateia? É disso que estou falando", respondeu, entre um suspiro e outro, o cantor, em bate-papo com o "Divirta-se".

Na estrada desde os 14 anos (!), Papel preparou uma noite muito especial. "O foco será o repertório do songbook. Vai ter, entre outras faixas, "Liberado", "Alegria" e também "O Vôo das Tartarugas", que ganhou um áudio mais acústico, ressaltando o lado poético das letras, graças a um excelente trabalho de arranjo musical de Potiguara Menezes", elogia.

A emoção de se apresentar ao lado da filha, Julia Nali, é um atrativo a mais. "Essa nossa parceria é um presente. Vamos cantar juntos 'Palavras Aéreas' (música composta em homenagem à Gal Costa). Ela também terá uma participação solo, com "Minha Princesa", que escrevi para a minha atual parceira", enumera.

HISTÓRIA

Conversar com Carlos Papel é reviver um dos momentos mais marcantes da música do ES. Sua participação no "Festival dos Festivais 1985", promovido pela Rede Globo, emocionou o país ao lançar a composição mais emblemática do artista, "Sol da Manhã". Não era nascido na época? Veja a performance de inesquecível do capixaba, elogiada pela imprensa na época.

"A música (e a participação) no programa causou comoção ao Estado", detalha o cantor, com lembranças ainda frescas na memória. "No dia da apresentação, a Rede Gazeta promoveu um espetáculo com artistas capixabas em frente a empresa, que recebeu cerca de 15 mil pessoas. Na hora em que subi ao palco, a projeção sofreu um problema técnico e somente o áudio foi exibido no telão (em Vitória). As pessoas cantaram a música, como num grande coro", detalha.

Voltando aos dias atuais, será que faltou algo para a carreira de Carlos Papel ser, como podemos dizer, plena? "Muitas pessoas (quando chegam a mais de meio século de trajetória) falam que pode ser que não falte nada ou mesmo que não se arrepende de nada. Não sei se é assim", explica, parando para pensar.

"O que posso dizer é que me reinventei nesse tempo todo (risos). Em março, faço 70 e continuo em plena atividade, compondo e estudando. Estou fazendo faculdade de Música e descobrindo um mundo novo".

Carlos Papel lançou seu songbook no fim de 2020
Carlos Papel lançou seu songbook no fim de 2020. Crédito: Fernanda Nali

Sempre antenado, Carlos Papel se diz preocupado com as políticas culturais e sociais aplicadas pela atual gestão do Governo Federal. "O artista tem que se posicionar. O cinema, o teatro e a música perderam espaço. A cultura está sendo vilipendiada diariamente. Torço para a poeira da instabilidade política baixar. Assim, as pessoas podem raciocinar com clareza novamente. A minha música sempre foi voltada para o social. Por isso não me calo! Aliás, sempre lutei e lutarei com a minha música e a minha palavra", complementa.

"CARLOS PAPEL: 55 ANOS DE CARREIRA"

  • QUANDO: nesta sexta-feira (10), a partir das 19h30, no Centro Cultural Sesc Glória. Av. Jerônimo Monteiro, 428, Centro, Vitória.
  • INGRESSOS: R$ 30 (inteira), R$ 15 (meia-entrada e comerciários) e R$ 18 (conveniados). 
  • DISCO: O songbook "Carlos Papel" estará disponível a preço promocional de R$ 30 no dia do show 

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