Imagens da BR 262 mostram uma rodovia por um fio

Os efeitos dos deslizamentos expõem os danos que se acumulam pelo trajeto, ressaltando as falhas estruturais que colocam a vida dos usuários em risco

Publicado em 19/11/2019 às 19h20
Imagem de drone da BR 262. Crédito: Luciney Araújo/TV Gazeta
Imagem de drone da BR 262. Crédito: Luciney Araújo/TV Gazeta

Graças às imagens captadas por um drone, os riscos de quem se desloca pela BR 262 ficaram ainda mais evidentes, no trecho entre Viana e Domingos Martins. O registro do cinegrafista da TV Gazeta Luciney Araújo é mais do que um alerta, é a comprovação da falta de segurança na rodovia.

Os efeitos dos deslizamentos expõem os danos que se acumulam pelo trajeto, ressaltando as falhas estruturais que colocam a vida dos usuários em risco. É preciso coragem para encarar a estrada após assistir às imagens. E não é uma questão só da duplicação que se arrasta, mas de modernização da via. Se há muito tempo persistem os problemas de trânsito na rodovia, a questão imediata  é o risco de colapso.

A BR 262 está por um fio, e as chuvas não eximem o poder público de suas responsabilidades. A malha rodoviária brasileira no geral é ultrapassada, e a rodovia federal, com seus 50 anos, não foge à regra. Uma via do porte e da relevância da BR 262 não poderia, em pleno 2019, não ter um plano de contenção de encostas, principalmente por singrar uma região montanhosa.

O próprio Dnit admite que em um trecho de 15 quilômetros foram registrados 52 deslizamentos neste novembro chuvoso. Interdições parciais e totais foram necessárias, exigindo dos motoristas desvios que prolongam a viagem. Ações emergenciais estão sendo tomadas pelo órgão, mas o que é premente são medidas de longo prazo, que mitiguem os deslizamentos a um ponto que não coloquem a estrutura viária em risco.

Não cabem mais “puxadinhos” na BR 262, ela carece de uma grande obra remodeladora. Há um paradoxo: ao mesmo tempo que a rodovia é vital para a logística no Espírito Santo, do escoamento da produção ao turismo, ela se mostrou pouco atraente ao mercado quando esteve mais perto de ser concedida à iniciativa privada, em 2013.

As interdições mostram a falta que a rodovia faz, o que justifica um modelo de concessão que tenha viabilidade econômica. A BR 262 precisa de um novo rumo.

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