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Opinião da Gazeta

Efeitos das mudanças climáticas no ES: quem não está se preparando está atrasado

Prefeitos e vereadores precisam ter entranhada a noção de que não existe mais surpresa: é preciso um olhar antecipado para o que pode acontecer, com um mapeamento dos riscos e o desenvolvimento de políticas públicas de prevenção concretas

Públicado em 

23 dez 2025 às 01:00

Colunista

Obras do Fundo Cidades - adaptação dos municípios às mudanças climáticas - Bacia de contenção de enxurradas em São José do Calçado
Obras do Fundo Cidades - adaptação dos municípios às mudanças climáticas - Bacia de contenção de enxurradas em São José do Calçado Crédito: SEG/Divulgação
Em pleno 2025, meias palavras não são mais convenientes diante do que se testemunha no planeta: com eventos climáticos extremos cada vez mais frequentes, já faz tempo que governantes que fazem o dever de casa e se preparam para enfrentar o problema estão fazendo o que se espera deles. As palavras devem ser seguidas de ação. E não há tempo a perder.
A divulgação, pelo governo do Estado, de um portal que mostra o status das ações para enfrentar as mudanças climáticas nos 78 municípios capixabas acaba servindo como uma bússola para a população. A pontuação constrói um ranking, no qual as cidades são avaliadas em dimensões que vão da resiliência hidrogeológica (que mede a exposição e vulnerabilidade do território a riscos hídricos e geológicos) ao alerta, prevenção e capacidade de resposta aos desastres e à proteção de ecossistemas naturais.
Ainda são avaliadas a governança, com a capacidade administrativa do município de planejar e implementar essas políticas ambientais,  desenvolvimento econômico e bem-estar social, escolas seguras e recursos de saúde, além de educação e conscientização. Em suma, todo o ambiente socioeconômico, institucional, ambiental, além da própria infraestrutura urbana. Quem cumpre esses requisitos, está pelo menos no caminho certo. 
Prefeitos, vereadores, assimo como governo estadual e Assembleia Legislativa, precisam ter entranhada a noção de que não existe mais surpresa: é preciso um olhar antecipado para o que pode acontecer, com um mapeamento dos riscos e o desenvolvimento de políticas públicas de prevenção concretas, que saiam do papel antes das catástrofes. Vale repetir que não é questão de se, é questão de quando. Planejar é reduzir as vulnerabilidades e salvar vidas.
O verão está aí, com um regime de chuvas que costuma provocar tragédias ano após ano. Não se pode contar com a sorte, os investimentos na prevenção das catástrofes ambientais daqui para frente serão contínuos, a cultura da contingência precisa ser consolidada. Quem não está se preparando está atrasado.

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