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Opinião da Gazeta

Como os negócios podem prosperar com tanta insegurança?

A falta de segurança, com tantas implicações na vida em sociedade, é também um obstáculo para o crescimento econômico. Do nível individual ao estrutural, do bairro ao país, todos pagam o custo da violência

Publicado em 08 de Dezembro de 2023 às 01:00

Públicado em 

08 dez 2023 às 01:00

Colunista

Viana
Assalto em loja de celular em Viana Crédito: Reprodução/TV Gazeta
"Estou desmotivado. Saí daqui chorando, gritando, pedindo ajuda, porque no mesmo momento em que os caras saíram, eu saí gritando pela polícia, pedindo ajuda. A sensação de falta de segurança é enorme, vou ficar trabalhando, pegando empréstimo no banco, para ladrão ficar me roubando? Volto a trabalhar, e outro ladrão me rouba. Como vai ficar minha vida, será que nunca vou conseguir prosperar nesse Brasil? Vou ficar trabalhando para ficar sustentado bandido?"
A indignação do empresário André Cavati, após ter sua loja de celulares assaltada pela segunda vez em menos de seis meses em Viana e sofrer perdas de mais de R$ 60 mil com os roubos, não é solitária: como ele, tantos outros empreendedores na Grande Vitória acumulam prejuízos decorrentes dessa violência, que muitas vezes chegam a inviabilizar o negócio. 
Em fevereiro deste ano, quem lamentava era o comerciante Edilson de Souza: "Às vezes dá vontade de desistir". Um sentimento que acompanha quem tenta empreender em meio a tanta insegurança. Na ocasião, o seu estabelecimento, também especializado em celulares, no bairro Eurico Salles, em Vitória, tinha acabado de ser invadido pela segunda vez. O prejuízo foi de quase R$ 20 mil.
A insegurança, com tantas implicações na vida em sociedade, é também um obstáculo para o crescimento econômico. Do nível individual ao estrutural, do bairro ao país, todos pagam o custo da violência.
Mas quando esse preço a pagar é personificado e passa a ter um rosto, como nos casos de André e Edilson, há uma melhor noção da desmotivação provocada pela ação da criminalidade. Uma nação precisa de pessoas dispostas a trabalhar, a gerar empregos, a pagar impostos de forma justa. Essas pessoas existem, mas o Brasil segue incapaz de dar condições para o seu próprio desenvolvimento.
As vítimas sofrem diretamente com a violência. O clima de desamparo geral afeta as liberdades individuais e a sensação de bem-estar.  Também afugenta os investimentos e alimenta a insegurança econômica, social e jurídica. É um impedimento à livre iniciativa, um desestímulo a qualquer empreendimento.
André ainda está pagando um empréstimo para cobrir os prejuízos do primeiro roubo, em junho passado. Não teve nem tempo de ter algum alívio. Uma situação triste, que sepulta o espírito empreendedor que ainda resista em qualquer cidadão.

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