Publicado em 14 de janeiro de 2026 às 20:17
BRASÍLIA - O ministro Dias Toffoli, do STF (Supremo Tribunal Federal), reconsiderou decisão anterior e determinou que o material apreendido na operação desta quarta-feira (14) contra o Master seja encaminhado à PGR (Procuradoria-Geral da República).>
Desta forma, o relator acolheu pedido do procurador-geral, Paulo Gonet. Antes, Toffoli havia definido a guarda do material na corte.>
Por meio de nota, o gabinete afirmou que a medida tinha "por finalidade a preservação das provas recolhidas pela autoridade policial e serão devidamente periciadas pelas autoridades competentes".>
Na última decisão, o ministro disse que as provas colhidas na operação devem ser analisadas pelo titular da ação penal.>
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Na sequência, Gonet apresentou o pedido de reconsideração ao relator, apontando "riscos de frustração da operação caso não fosse realizada a imediata submissão dos dispositivos apreendidos à exploração técnica-pericial".>
Ao analisar o pedido, o ministro concordou com a manifestação e afirmou que o material é mais amplo que o inquérito aberto inicialmente, "na medida em que, em tese, teria revelado que fundos eram operados para a gestão fraudulenta, o desvio de valores e o branqueamento de capitais pelo Banco Master em um quadro de suposto aproveitamento sistemático de vulnerabilidades do mercado de capitais e do sistema de regulação e fiscalização".>
"Nota-se, assim, que a providência requerida pelo Procurador-Geral da República permitirá que o órgão acusador, destinatário do material probatório colhido nos autos, tenha uma visão sistêmica dos supostos crimes de grandes proporções por ele, em tese, identificados até o presente momento", disse o ministro.>
A Polícia Federal fez nesta quarta (14) uma nova operação de busca e apreensão contra Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, na investigação sobre suspeitas de fraude envolvendo a instituição financeira.>
A opção pelo envio das provas ao STF se deu na mesma decisão em que o ministro criticou a Polícia Federal e exigiu explicações em 24h do diretor-geral da corporação, Andrei Rodrigues, pelo não cumprimento dos prazos determinados por ele na segunda fase da operação Compliance Zero, que investiga supostas fraudes do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, dono do banco.>
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