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Coronavírus

Rodrigo Maia admite corte de salário de parlamentares

Presidente da Câmara diz que verbas dos Fundos Eleitoral e Partidário podem ser utilizadas para o combate à Covid-19

Publicado em 23 de Março de 2020 às 18:42

Redação de A Gazeta

Publicado em 

23 mar 2020 às 18:42
Presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia
Questionado se os parlamentares poderiam abrir mão de seus salários, Maia disse que não haveria problema. Crédito: Pablo Valadares/Câmara dos Deputados
O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), disse nesta segunda-feira (23), em entrevista à CNN Brasil, que o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) pode realocar verbas do Fundo Partidário e do Fundo Eleitoral para combater o novo  coronavírus.
Maia também admitiu a possibilidade de redução de salário de parlamentares, bem como de outros servidores do Executivo e do Judiciário, para a mesma finalidade.
Durante a entrevista, no entanto, o presidente da Câmara se preocupou em alertar que este é o momento de injetar recursos na economia. Segundo ele, se o governo não entender que é preciso gastar, "fica muito difícil".
"Se é no fundo eleitoral ou partidário, que podem representar R$ 2,5 bilhões, não vejo problema, que se use. Agora, nós precisamos entender: a Saúde vai precisar de quanto? De R$ 50, R$ 100, R$ 150 bilhões. Só um projeto de suspensão do contrato de trabalho para contratar o seguro-desemprego vai custar quanto? De R$ 80 a R$ 100 bilhões. Por isso, a gente não precisa estar preocupado com gastos que tem previsão futura. Temos que usar qualquer rubrica" disse.
Segundo Maia, Bolsonaro tem "liberdade para usar todo o orçamento e ampliar o gasto". Ele argumentou que a decretação do estado de calamidade pública implica na inexistência do cumprimento da meta fiscal.
"Se não existe mais meta... o governo tinha projetado um gasto acima de sua receita primária de R$ 126 bilhões. Ele agora pode gastar R$ 200, R$ 300, R$ 400 bilhões" disse Maia.
Questionado se os parlamentares poderiam abrir mão de seus salários, Maia disse que não haveria problema.
"Todo poder público vai ter que contribuir. Transferir isso para o parlamentar é fazer apenas um gesto importante, mas que não tem nenhum impacto fiscal. Acho que os três Poderes vão ter que contribuir: Legislativo, Executivo e Judiciário. Os salários no nível federal são o dobro no seu equivalente no setor privado"
Rodrigo Maia (DEM-RJ) - Presidente da Cãmara dos Deputados

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