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"Febraban é cartório institucionalizado de bancos", diz Guedes

O ministro da Economia, Paulo Guedes, atacou duramente a entidade especificamente do apoio a um estudo do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento

Publicado em 29/10/2020 às 14h16
Atualizado em 29/10/2020 às 14h17
Ministro da Economia, Paulo Guedes, em cerimônia no Palácio do Planalto
Ministro da Economia, Paulo Guedes, em cerimônia no Palácio do Planalto. Crédito: Edu Andrade/ Ascom/ ME

Irritado com as críticas da Federação Brasileira de Bancos (Febraban) aos estudos da equipe econômica sobre a criação de um novo imposto sobre pagamentos - nos moldes da extinta CPMF -, o ministro da Economia, Paulo Guedes, atacou duramente a entidade. Ele reclamou especificamente do apoio da entidade a um estudo do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) da Organização das Nações Unidas (ONU) que foi oferecido ao ministro do Desenvolvimento, Rogério Marinho.

"A Febraban é o cartório institucionalizado dos bancos, é paga para isso. Ela financia até programa de estudo de ministro gastador, para enfraquecer ministro que quer acabar com privilégios. A Febraban faz lobby para enfraquecer ministro que está segurando a barra. É uma casa de lobby, e isso é justo, mas tem que estar escrito na testa: lobby bancário. A Febraban financia estudos que não têm nada a ver com operações bancárias, financia ministro gastador pra ver se fura teto e derruba o outro lado", afirmou Guedes, em audiência pública na Comissão Mista do Congresso Nacional para o acompanhamento de medidas contra a covid-19.

O ministro disse ainda que medidas do Banco Central, como o PIX e o open banking, irão acabar com o que ele chamou de "cartel bancário". "Vamos escapar de cartel bancário de 200 milhões de trouxas nas mãos de quatro bancos. E também em outros setores. Não é quebrar ninguém, queremos que crescimento futuro seja melhor distribuído", completou.

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