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BNDES libera empréstimo com garantia do Tesouro a grandes empresas

Em junho, o governo liberou o uso de recursos do Tesouro para garantir os contratos. A meta é liberar até R$ 20 bilhões como garantia, o que permitiria a concessão de até R$ 100 bilhões em empréstimos

Publicado em 07/10/2020 às 08h56
Prédio do Banco Nacional de Desenvolvimento Social (BNDES), no centro do Rio de Janeiro
Prédio do Banco Nacional de Desenvolvimento Social (BNDES), no centro do Rio de Janeiro. Crédito: Fábio Teixeira (P)/Folhapress

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) liberou o acesso de grandes empresas à linha emergencial de crédito garantida pelo Tesouro, que até esta terça (6) era permitido apenas a companhias com faturamento anual até R$ 300 milhões.

A linha, chamada Programa Emergencial de Acesso ao Crédito (PEAC), já liberou R$ 60 bilhões. Recebeu críticas no início da crise pelas dificuldades impostas pelos bancos parceiros do BNDES diante da elevação do risco de calotes.

Em junho, o governo liberou o uso de recursos do Tesouro para garantir os contratos. A meta é liberar até R$ 20 bilhões como garantia, o que permitiria a concessão de até R$ 100 bilhões em empréstimos. A linha era destinada apenas a pequenas e médias empresas.

As empresas de grande porte terão direito a acessar 10% dos recursos aportados pela Tesouro no programa, ou R$ 2 bilhões. O banco espera, com isso, possibilitar a concessão de até R$ 10 bilhões em financiamento, já que cada R$ 1 posto pelo governo pode alavancar outros R$ 5.

Os empréstimos serão limitados a empresas de setores incluídos em portaria da Secretaria Especial de Produtividade, Emprego e Competitividade do Ministério da Fazenda que define os setores mais afetados pela pandemia do coronavírus.

Entre eles, estão as indústrias automotiva, têxtil, calçadista e de borracha e materiais plásticos e serviços como saúde, educação, telecomunicações e transporte aéreo. A portaria foi editada em setembro, para "orientar as agências brasileiras oficiais de fomento".

O BNDES informou que o PEAC atingiu R$ 60 bilhões em empréstimos concedidos na segunda (5), com um tíquete médio de R$ 659 mil por contrato. "Os recursos beneficiaram mais de 80 mil pequenas e médias empresas que empregam mais de 3,6 milhões de pessoas", disse o banco.

Até esta terça, diz o banco, foram usados R$ 13,2 bilhões dos recursos liberados pelo Tesouro para garantir os empréstimos, volume equivalente a cerca de dois terços do total autorizado.

A princípio, o banco pretendia negociar pacotes específicos de crédito com grandes empresas, privilegiando setores que tiveram grandes perdas, como a indústria automotiva e as companhias aéreas e usando instrumentos de mercado, como financiamentos lastreados em ações.

Até agora, porém, não foi fechado nenhum financiamento nesse modelo. As montadoras questionaram as exigências do banco e preferiram buscar soluções com bancos privados. As companhias aéreas Gol e Azul já receberam propostas do banco, mas as negociações ainda não foram concluídas.

O único setor em que grandes empresas receberam aportes do banco foi o setor de energia, que tomou empréstimo de R$ 14,8 bilhões para adiar reajustes nas contas de luz.

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