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Auxílio emergencial terá mais quatro parcelas no valor de R$ 300

Prorrogação foi anunciada nesta manhã pelo presidente Jair Bolsonaro. Benefício é pago aos informais e desempregados que ficaram sem renda na pandemia

Publicado em 01/09/2020 às 09h54
Atualizado em 01/09/2020 às 12h52
Ministro da Economia, Paulo Guedes, e Jair Bolsonaro se reuniram com líderes do governo no Congresso para anunciar novas parcelas do auxílio emergencial
Ministro da Economia, Paulo Guedes, e Jair Bolsonaro se reuniram com líderes do governo no Congresso para anunciar novas parcelas do auxílio emergencial. Crédito: Marcos Corrêa/PR

O presidente Jair Bolsonaro anunciou na manhã desta terça-feira (1) a prorrogação do auxílio emergencial em mais quatro parcelas de R$ 300. O valor é metade do que é pago atualmente. A última será paga em dezembro para que em janeiro entre em vigor o novo programa social do governo, o Renda Brasil, que vai substituir o benefício pago na pandemia e também o Bolsa Família.

O benefício foi criado para ajudar trabalhadores informais, empreendedores individuais e desempregados a sobreviverem em meio à crise econômica causada pela Covid-19. As medidas de combate ao coronavírus levaram ao isolamento social e à redução da atividade econômica, deixando muitos trabalhadores sem fonte de renda.

O auxílio pagou até agora tinha cinco parcelas de R$ 600 cada uma.  Originalmente, seriam três pagamentos. No entanto, o benefício foi prorrogado pela primeira por mais dois meses, mantendo o valor original. Nesta segunda prorrogação, o valor foi reduzido devido ao alto custo para manter a assistência aos mais pobres.

O valor e o período de extensão do benefício foi definido na segunda-feira (31), em reunião do presidente Bolsonaro (sem partido) com o ministro da Economia, Paulo Guedes. No encontro, o ministro, que defendia novas parcelas de R$ 200, cedeu ao apelo do presidente.

Nesta terça, o presidente se reuniu, no Palácio da Alvorada, com líderes partidários para defender que o valor não seja alterado pela Câmara. Para estabelecer o novo valor, o presidente enviará uma medida provisória ao Congresso.

Isso porque a lei que rege o auxílio emergencial permite a prorrogação por ato do Executivo sem a necessidade de validação do Legislativo, mas desde que fosse mantido o valor original de R$ 600.

Jair Bolsonaro anuncia mais quatro parcelas do auxílio emergencial
Jair Bolsonaro anuncia mais quatro parcelas do auxílio emergencial. Crédito: Reproduçãp/Agência Brasil

A medida provisória tem força de lei imediata, embora o Congresso possa mudar o valor durante a tramitação. O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), porém, já sinalizou a Bolsonaro que o Congresso aceitaria o novo valor a ser proposto pelo governo.

"Nós [os congressistas] temos responsabilidade", afirmou Maia neste mês. Segundo ele, a análise deve considerar o impacto da medida nas contas públicas.

A prorrogação do auxílio emergencial ocorre em meio às dificuldades da equipe econômica de criar um novo programa social que represente uma expansão em relação ao Bolsa Família.

O auxílio emergencial é a medida mais cara do pacote anticrise, e já demanda R$ 254,4 bilhões em recursos considerando as cinco primeiras parcelas.

O programa foi instituído após o agravamento da crise de saúde, com o objetivo de dar assistência a trabalhadores informais, fortemente impactados pelas políticas de isolamento social e restrições de circulação nas cidades.

As discussões sobre os próximos passos do auxílio emergencial foram ligadas ao ritmo de abertura das atividades econômicas pelo país. Diferentes Estados e cidades relaxaram as medidas de isolamento, permitindo a volta ao trabalho.

O secretário do Tesouro Nacional, Bruno Funchal, já afirmou que o tamanho do auxílio emergencial é menor hoje. "Certamente a necessidade dessa dimensão é muito menor do que em março, no início [da pandemia], quando o Brasil praticamente parou", disse Funchal recentemente.

Embora o Legislativo tenha liberado o governo para ampliar gastos relacionados à pandemia do novo coronavírus neste ano, a equipe econômica busca evitar uma explosão de gastos e, por consequência, de endividamento público.

Com o cenário atual, técnicos já esperam que a dívida bruta do governo vai ficar perto de 100% do PIB (Produto Interno Bruto) ao fim do ano. No encerramento do ano passado, o patamar estava em 75,8% do PIB.

O governo também informou que vai enviar nesta quinta-feira (3) a reforma administrativa, que vai valer para os futuros servidores públicos.

Com informações da Folha Press.

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