Sair
Assine
Entrar

Entre para receber conteúdo exclusivo.
ou
Crie sua conta A Gazeta
Recuperar senha

Preencha o campo abaixo com seu email.

Dinheiro

Eletrobras: um importante passo em direção a um estado menor e mais eficiente

A Eletrobras passou por um processo de capitalização. Entenda como funcionou o processo e por que é considerado um marco para o mercado

Publicado em 22 de Junho de 2022 às 10:51

Públicado em 

22 jun 2022 às 10:51
Pedro Lang

Colunista

Pedro Lang

A privatização da Eletrobras marca o início de uma nova era para a empresa e é um marco para o mercado de capitais brasileiro. Assim como o processo de venda da BR Distribuidora, braço de distribuição de combustíveis da Petrobras, a Eletrobras passou por um processo de capitalização. Explico como funcionou o processo:
A empresa anunciou uma oferta pública de ações com o intuito de aumentar sua capitalização, e todos os acionistas atuais receberam o direito de comprar preferencialmente essas novas ações emitidas. Fundos de investimento, investidores, fundos de pensão e a própria união tinham a oportunidade de comprar essas ações que foram ofertadas para o público antes de qualquer um.
Através da oferta, a empresa aumentou o número de ações em circulação e o acionista controlador (União) abriu mão de exercer o seu direito de preferência. Dessa forma, a nova composição do quadro acionário da empresa tirou o controle do estado e transformou a companhia numa “True Corporation”, quando existe uma dispersão entre os acionistas e nenhum detém número suficiente de ações para tomar decisões sozinho.
O processo de venda das ações foi um sucesso e um novo desafio surge: eleger a nova diretoria e conselho de administração. A venda das ações e diluição do controle é só o primeiro passo em direção ao tão sonhado aumento de eficiência da empresa e a expectativa é de que um novo ciclo comece.
Fachada da empresa Eletrobras, no centro do Rio de Janeiro
Fachada da empresa Eletrobras, no centro do Rio de Janeiro Crédito: WILTON JUNIOR/ESTADÃO
Pontos que são esperados da nova gestão incluem a redução de pessoal, renegociação de passivos, investimento pesado em renovação de instalações e um grande ciclo de capex (o montante de dinheiro despendido na aquisição de bens de capital de uma empresa). Por anos, alguns ativos de geração de energia foram preteridos por outros investimentos e por consequência chegaram quase ao sucateamento.
Fico feliz pela privatização e por darmos mais um importante passo em direção a um estado menor, mais eficiente e que concede espaço para que a iniciativa privada possa prosperar. Que a Eletrobras, BR distribuidora e tantas outras empresas sejam apenas o início de um grande ciclo de desestatização. Um estado menor é condição fundamental para o crescimento econômico sustentável e de longo prazo.

Pedro Lang

Formado em Economia pela Universidade Federal do Espírito Santo. Começou a carreira operando ações na antiga corretora do Banestes e desde 2016 é chefe da mesa de renda variável da Valor Investimentos, onde se tornou sócio em 2018. É um dos responsáveis pelo comitê de alocação de ativos. CFA® Program participant, CFA Institute.

Viu algum erro?
Fale com a redação
Informar erro!

Notou alguma informação incorreta no conteúdo de A Gazeta? Nos ajude a corrigir o mais rapido possível! Clique no botão ao lado e envie sua mensagem

Fale com a gente

Envie sua sugestão, comentário ou crítica diretamente aos editores de A Gazeta

A Gazeta integra o

Saiba mais

Recomendado para você

Imagem de destaque
O preço (e o risco) de ceder ao crime
Foto de Antonio Gramsci por volta dos 30 anos, nos anos 1920.
De volta ao pessimismo da razão e ao otimismo da vontade
Mitra (cobertura da cabeça), produzida pela Cordis, que o novo arcebispo de Aparecida vai usar em sua posse
O talento (visível) capixaba na posse do novo arcebispo de Aparecida

© 1996 - 2024 A Gazeta. Todos os direitos reservados