O mês de janeiro chega com o peso das celebrações de fim de ano ainda frescas na memória, mas é no bolso que o impacto é mais sentido. O primeiro trimestre é historicamente um período de "ressaca financeira".
Antes mesmo de o carnaval chegar, surgem as obrigações inevitáveis: IPVA, IPTU, matrículas escolares e os reajustes anuais de serviços como planos de saúde e condomínios.
O grande problema, no entanto, não são apenas as contas comuns no início do ano, mas o efeito cascata das escolhas feitas meses atrás.
Muitas vezes, o aperto de janeiro não é causado apenas pelo que se gasta agora, mas pelas parcelas de presentes e viagens, criando um ciclo em que o ano novo começa carregando o peso das despesas passadas.
O perigo das 'parcelinhas'
Um fator que pode comprometer o planejamento financeiro é o parcelamento das compras. No Brasil, a cultura do "em 10x sem juros" é tão forte que o consumidor perde a noção da soma total. Individualmente, uma parcela de R$ 30 parece insignificante, mas, quando acumulamos dez compras similares, o salário do mês seguinte já nasce comprometido.
Por isso, o uso do cartão de crédito deve ser feito de forma organizada e consciente, de acordo com um orçamento prévio definido. Outra armadilha perigosa é considerar o limite do cartão como uma extensão do salário.
Nesse contexto, a opção pelo pagamento no débito pode servir como um freio de emergência, se necessário. Ao optar pelo pagamento à vista, você encerra o ciclo daquela despesa, e o dinheiro que sai da conta hoje garante que o orçamento dos meses seguintes não seja sacrificado.
Dicas de ouro para o controle
Para não esquecer os compromissos firmados e evitar surpresas, a organização é a palavra de ordem. Confira o checklist essencial:
- Registre tudo: anote valores, formas de pagamento e parcelas futuras. Pode ser em planilhas, aplicativos ou no bom e velho caderno.
- Visibilidade: as informações devem estar organizadas e acessíveis para consulta rápida antes de qualquer nova compra.
- Autorresponsabilidade: antes de passar o cartão, pergunte-se: "Eu tenho o dinheiro para pagar isso agora?" Se a resposta for não, o risco de endividamento é real.
Colocar a vida financeira em dia pode parecer difícil, mas o primeiro passo é começar. O segredo para um 2026 tranquilo passa, principalmente, por realizar um planejamento financeiro e gastar com consciência.
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