Sair
Assine
Sair
Entrar

Recuperar senha

Já tem uma conta?

Acesse aqui

Cadastrar nova senha

Já tem uma conta?

Acesse aqui

Finanças pessoais

Como fica o investimento em renda fixa se a inflação seguir alta em 2023?

A perspectiva que se desenrola é que serão dois anos de taxas muito altas no Brasil: inflação e juros. Esse cenário é bom para a renda fixa

Publicado em 25 de Julho de 2022 às 09:08

Públicado em 

25 jul 2022 às 09:08
Flávio Mattedi

Colunista

Flávio Mattedi

É razoável dizer que o IPCA encerre o ano de 2022 entre 7,0% e 8%, de acordo com alguns economistas. A verdade é que a chance de a inflação no ano que vem ficar acima da meta é muito grande, mesmo se considerarmos as desonerações fiscais realizadas entre governo federal e estados.
Outro ponto se trata do ciclo de aumento de juros pelo Banco Central (BC). É possível que haja mais uma alta da Selic, com a taxa ficando em 13,75% ao ano por um bom tempo. Se caso, pós-eleição, tudo ocorrer bem, somente a partir do segundo semestre de 2023 é que os juros de curto prazo da economia voltariam a ser cortados, chegando à casa dos 11% em dezembro.
A perspectiva que se desenrola é que serão dois anos de taxas muito altas no Brasil, ou seja, isso é bom para a renda fixa. Títulos públicos e bancários atrelados à inflação são alternativas cada vez mais atraentes.
Vamos imaginar um cenário com o pé no chão. Imaginemos que somente em 2024, o país comece a conviver com inflação mais baixa. Em outras palavras, com o IPCA caminhando para os 5,5%.
Para este cenário se tornar crível, é preciso que o governo ganhe a confiança do mercado, mostrando qual será a nova âncora fiscal ao longo dos próximos anos. Isso quer dizer que o governo deverá responder qual a política econômica quer desenvolver para colocar a dívida pública numa sequência de queda, ano a ano.
Enquanto os juros de curto prazo, definidos pelo BC, norteiam os custos que o Tesouro Nacional paga para financiar a dívida pública, as taxas longas, que são o preço dado pelo mercado para as empresas levantarem recursos pelos próximos cinco, dez ou 20 anos, seguem elevadas.
Fundos de investimento; renda fixa; dinheiro
Investidor precisa analisar cenário para conseguir boa rentabilidade Crédito: Feodora Chiosea/Getty Images/iStockphoto
Esse é o preço da incerteza, porque não se sabe qual a estratégia de ajuste fiscal do governo brasileiro no próximo ano, seja lá quem vai ocupar o cargo após a eleição de outubro.
As coisas caminham juntas. Segundo o Mansueto Almeida, ex-secretário do Tesouro Nacional, “se aumentar o risco fiscal, se não ficar claro que há responsabilidade, aumenta-se o prêmio de risco, levando a juros de longo prazo maiores, à desvalorização do câmbio e um cenário desafiador com impacto no curto prazo”.

Flávio Mattedi

Graduado em Economia pela Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes), com pós-graduação em Gestão Financeira pela FGV/Mmurad. Agente de Investimentos autorizado pela CVM (Comissão de Valores Mobiliários). Sócio da Valor Investimentos.

Viu algum erro?
Fale com a redação
Informar erro!

Notou alguma informação incorreta no conteúdo de A Gazeta? Nos ajude a corrigir o mais rapido possível! Clique no botão ao lado e envie sua mensagem

Fale com a gente

Envie sua sugestão, comentário ou crítica diretamente aos editores de A Gazeta

A Gazeta integra o

Saiba mais

Recomendado para você

Imagem de destaque
Bolo de milho-verde: 3 receitas fáceis e deliciosas para o lanche da tarde
O TikTok Day Espírito Santo acontecerá no Enjoy Business, em Vila Velha, no próximo dia 25 de junho, de 13h às 17h.
Turbo Partners promove evento que traz lideranças do Tik Tok pela primeira vez ao Espírito Santo
A Polícia Civil apreendeu lanças-perfumes que seriam vendidos em evento do jogo do Brasil nesta sexta-feira (19)
500 frascos de lança-perfume são encontrados em condomínio na Serra

© 1996 - 2024 A Gazeta. Todos os direitos reservados