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Ph.D em Contabilidade, consultora de empresas em Ciência de Dados e negócios, professora da Fucape Business School, jornalista e comentarista da CBN Vitória

Preço da passagem aérea sobe 89%; confira 3 dicas para economizar

Alta foi registrada em 12 meses, segundo o IBGE. O brasileiro que viajou de avião dentro do país entre janeiro e abril deste ano pagou R$ 580,41, em média, por cada trajeto, uma alta de 215,2% em relação ao mesmo período de 2019, antes da pandemia

Vitória
Publicado em 22/07/2022 às 19h18

Desde o início da pandemia, andar de avião ficou mais caro e menos acessível para o brasileiro. O setor foi um dos que mais sofreu com a crise econômica, com suspensões temporárias das atividades por conta dos lockdowns, e hoje é afetado pelo aumento expressivo do preço do querosene de aviação, em função da cotação internacional do petróleo.

O querosene de aviação ficou 70,6% mais caro nos últimos seis meses. Consequentemente, o preço das passagens aéreas subiu 89% nos últimos 12 meses, segundo levantamento da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo, com dados do IBGE de julho deste ano. E a tendência é de alta no médio prazo, infelizmente.

3 DICAS PARA COMPRAR A PASSAGEM DE AVIÃO MAIS BARATA

  1. 01

    Datas flexíveis

    Escolha períodos de estadia com datas mais flexíveis. Isso lhe dará mais grau de liberdade para escolher o melhor preço no período: se quer voltar dia 20, olhe também os dias 21 e 19 e veja qual é a melhor opção.

  2. 02

    Compre em horários alternativos

    Compre de madrugada. Domingo cedo (antes das 6h) costuma ser um bom horário. Por que tão cedo? Os preços sobem quando há muita movimentação de busca por passagens nos sites;

  3. 03

    Limpe os cookies

    Esta dica aqui uma influenciadora amante de viagens indicou: limpe os cookies e memória cache do seu computador antes de fazer a pesquisa online. Os cookies são pequenos textos guardados na memória do seu PC, e eles são acessados pelo marketing da cia. aérea quando você entra no site para comprar. De posse dos cookies, as companhias aéreas podem lhe dar sugestões de compras por impulso.

O brasileiro que viajou de avião dentro do país entre janeiro e abril deste ano pagou R$ 580,41, em média, por cada trajeto, uma alta de 215,2% em relação ao mesmo período de 2019, antes da pandemia. O preço da passagem de abril deste ano puxou a média para cima. O trecho da viagem de avião custou, em média, R$ 659,20. Os dados são da Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC).

Dos bilhetes vendidos nesse período, em torno de 30% custaram menos de R$ 300 o trajeto. Os mais caros chegaram a custar R$ 1.500 o trajeto, representando 6% do total de tíquetes vendidos.

A Associação Internacional de Transportes Aéreos (IATA), entidade que representa as empresas de aviação, defende a desoneração tributária do querosene de aviação, a exemplo do que está sendo feito hoje com a gasolina. Os empresários também criticam o intervencionismo do governo em suas políticas comerciais: todos os anos, a não gratuidade da bagagem aérea volta à pauta do Congresso Nacional. Essa instabilidade política e de preços encurta o crescimento do setor de aviação no Brasil, sem dúvida.

 Avião cruza o céu de Camburi e segue para pousar no Aeroporto de Vitória
Avião cruza o céu de Camburi e segue para pousar no Aeroporto de Vitória . Crédito: Fernando Madeira

Sabemos que não há almoço grátis. Gratuita “por lei” ou não, a bagagem do passageiro é cobrada pela empresa de aviação, embutida sutilmente no preço (quando o governo disser que não se pode cobrar do consumidor) ou com preço avulso e separado da passagem (quando o governo disser que se pode cobrar do consumidor). Essa discussão sobre bagagem gratuita não passa de um populismo enganoso.

Mas qual é o papel do governo nisso? Ampliar concorrência. Criar ambiente de negócios que permita a entrada de novos agentes no segmento. Concorrência reduz margem das empresas, e isso é excelente para o consumidor. Claro, desonerar tributos é importante. Mas não adianta cortar imposto, se não houver redução de gasto público. A conta não fecha. O segmento precisa urgentemente de concorrentes: Latam, Gol e Azul têm, juntas, mais de 97% do mercado (dados de 2019, ANAC).

Segunda a IATA, o Brasil deveria ter mais viajantes: hoje, são 95 milhões de viagens ao ano, o que representa 0,45 viagem por pessoa, menos da metade do indicador do Chile. Nosso vizinho tem 1,2 viagem per capita ao ano. Nos Estados Unidos, são 2,5 viagens por pessoa. Na Espanha, 4,45 viagens por cabeça ao ano. Os dados são da IATA.

Bom, agora é planejar a viagem de fim de ano escolhendo melhor preços e passagens.

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