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Futuro mais tranquilo

Planejamento familiar: cuidar das finanças é cuidar do próximo

Uma família que tem uma reserva financeira garante qualidade de vida e evita, até mesmo, consequências sociais e econômicas para a sociedade como um todo

Publicado em 12 de Maio de 2023 às 09:03

Públicado em 

12 mai 2023 às 09:03
Carol Campos

Colunista

Carol Campos

Infelizmente, é comum ouvir em consultorias que não há intenção em deixar algo para os herdeiros. Há ainda afirmações do tipo: “Se eu me virei, eles que se virem também”. É uma dicotomia que não precisa virar dilema se nos ativermos aos riscos e aos benefícios de se pensar não só nos herdeiros, mas nas gerações futuras.
A falta de planejamento sucessório pode pegar de surpresa muitas famílias e interromper ciclos e fases importantes, como a primeira infância e a adolescência. Já o contrário, por menor que seja, propicia um respiro mínimo para a sobrevivência de quem fica.
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A falta de planejamento sucessório pode pegar muitas famílias de surpresa Crédito: Shutterstock
Embora ninguém queira falar de morte, tomá-la como bússola faz com que muitas famílias sejam bem-sucedidas. Pensar nessa etapa inevitável torna o ser humano mais humilde e mais cauteloso. O desejo de adiar a morte, inclusive, melhora o orçamento; pessoas mais atentas aos sinais do corpo se alimentam melhor, fazem exercícios, cuidam do sono e gastam menos com remédio. Economizando com remédios é possível fazer um seguro de vida para a família, uma previdência privada, fazer um aporte no Tesouro Direto Renda+.
Quem cuida das finanças evita ralos financeiros e foca no que importa. E cuidar do outro importa. Uma criança não tem que ter preocupação com finanças, não é próprio dos pequeninos terem esse fardo. Um casal em que um dos dois não trabalha por opção ou por necessidade, por exemplo: ter que começar a trabalhar na emergência não terá a qualidade de quem tem uma reserva ou de quem está há mais tempo no mercado.
Esses são só alguns exemplos; os casos são reais e inúmeros. Agora, pense maior, em termos de humanidade. Quem tem reserva e seguro perpetua o ciclo do cuidado; quem não tem, mesmo sem querer, perpetua o trabalho infantil, a prostituição, a criminalidade, os vícios, a precariedade nos estudos, empregos com menor valor agregado.
Ver o dinheiro como mal da humanidade só prolonga uma cultura de falácias financeiras. Enxergá-lo como meio de troca por serviços, por objetos e por produtos financeiros que podem prover um futuro melhor faz com que quebremos paradigmas e projetemos um mundo melhor. Isso não é utopia, é uma possibilidade que precisa de ampla educação financeira.

Consequências na família

Para reforçar a importância do que abordamos até aqui, darei um exemplo razoável. Não tão trágico nem tão fácil. Suponhamos uma família de quatro pessoas, pai, mãe, um filho de 16 anos e outro de 12 anos. O pai vem a falecer, não deixa dívidas, porém não deixa reservas. Como as pensões vêm a ser menores que o salário de quem está na ativa, a mãe precisa cortar gastos. Onde cortar? Primeiramente, vem os supérfluos e, depois, na maioria das vezes, nos estudos dos filhos. Ainda nas suposições, o de 16 anos já não terá um preparatório para o Enem com a mesma qualidade, seja pelo abalo psicológico, seja também pela redução de custos. O adolescente de 12 anos terá mais abalos psicológicos, próprios da idade. Além disso, pode ter que mudar de escola.
Essa simulação é mais comum do que se imagina, fora os casos em que são deixadas dívidas, que os menores entram no mercado de trabalho legal ou ilegalmente. Há ainda casos em que os dois adultos vêm a falecer, que os pais já são divorciados e ainda envolvem disputa judicial. Muitos criminosos são frutos de uma realidade de total falta de planejamento financeiro, seja por fazer parte de um ciclo de impossibilidades de reserva, seja por desleixo dos adultos. A criminalidade e a maldade não são justificáveis, mas podem ser minimizadas com educação financeira e perspectiva de um futuro melhor, organizado e concreto.

Carol Campos

E administradora, especialista em Gestao de Recursos Humanos e profissional certificada Anbima CPA-10 e CPA-20. Tem 23 anos de experiencia com orcamento, investimentos e planejamentos previdenciario e sucessorio. Trabalha com ESG e na prevencao de lavagem de dinheiro.

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