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Eleições 2020

Líder de Luciano Rezende na Câmara de Vitória declara apoio a Pazolini

Reeleito pelo Cidadania, partido de Gandini e Luciano, vereador Luiz Emanuel Zouain fechou apoio ao candidato do Republicanos no 2° turno da eleição à Prefeitura de Vitória

Públicado em 

18 nov 2020 às 09:46
Vitor Vogas

Colunista

Vitor Vogas

Luiz Emanuel declara apoio a Pazolini
Luiz Emanuel declara apoio a Pazolini Crédito: Luiz Emanuel
Reeleito pelo Cidadania, partido do deputado Fabrício Gandini e do prefeito Luciano Rezende, o vereador Luiz Emanuel Zouain fechou apoio ao candidato do Republicanos, Lorenzo Pazolini, no 2º turno da eleição à Prefeitura de Vitória.
Desde abril deste ano, Luiz Emanuel é líder de Luciano na Câmara de Vitória. Antes disso, foi secretário municipal de Meio Ambiente na atual gestão. No domingo, foi um dos únicos cinco vereadores da atual legislatura a conseguir se reeleger na Capital. Com 3.105 votos, foi o 4º candidato mais votado para o cargo. No próximo mandato, será um dos três vereadores do Cidadania, ao lado de Denninho Silva (o mais votado, também reeleito) e Maurício Leite (que retorna à Câmara).
No início de sua trajetória política, Luiz Emanuel foi filiado ao PT de João Coser, concorrente direto de Pazolini, agora, no 2º turno em Vitória. Antes de se tornar vereador, o agora líder do prefeito chegou a ser assessor de gabinete de Luciano (que também chegou a ser do PT), na Câmara de Vitória, no fim dos anos 1990. A relação política entre os dois, como se vê, é bem antiga, e já passou por altos e baixos. 
Em 1999, Luiz Emanuel se desfiliou do PT e teve uma passagem pelo PPS (atual Cidadania, onde já estava Luciano). Em 2005, ano da revelação do escândalo do mensalão (compra do apoio de deputados no Congresso), durante o primeiro governo Lula, Luiz Emanuel ingressou no PSDB, principal partido de oposição ao petismo na época.
Em 2012, filiado ao PSDB, foi eleito para seu primeiro mandato na Câmara de Vitória e, nos anos seguintes, passou a se destacar em plenário pela oposição à administração de Luciano, eleito prefeito no mesmo ano, após derrotar no 2º turno o ex-prefeito Luiz Paulo Vellozo Lucas (também do PSDB). Os embates de Luiz Emanuel com Luciano no plenário foram ecos daquela acirrada disputa pela prefeitura municipal.
No entanto, já na segunda metade do primeiro mandato, Luiz Emanuel se reconciliou com Luciano e, em 2015, refiliou-se ao Cidadania (então PPS), partido pelo qual se reelegeu vereador em 2016. Logo após o início do atual mandato, licenciou-se para assumir a secretaria Municipal de Meio Ambiente, a convite de Luciano. Em abril deste ano, desincompatibilizou-se do cargo para disputar novamente a eleição.
Voltou à Câmara em abril na condição de líder de Luciano, com a missão de tentar pacificar uma relação bastante estremecida entre os aliados do prefeito na Casa e o grupo do atual presidente da Câmara, Cleber Felix (DEM), não reeleito para a próxima legisltura. 
Confira, abaixo, as explicações de Luiz Emanuel Zouain sobre sua decisão de apoiar Pazolini:

Quando o senhor fechou com Pazolini?

Eu tinha duas possibilidades nesse segundo turno. Uma era me manter neutro e não me posicionar. A outra era apoiar o Pazolini. Não havia terceira possibilidade, porque eu jamais apoiaria o PT. Creio que essa seria a pior escolha para a cidade de Vitória, se ela acontecesse. Não vai acontecer. O Pazolini me chamou para conversar. Eu gostei da conversa com ele. Assumiu comigo o compromisso de fazer uma gestão republicana, voltada para o interesse público. Ele vai conversar com a cidade, vai cuidar pessoalmente dos problemas da cidade, dos bairros. E é isso que interessa ao vereador: poder ser uma ponte na interlocução das comunidades com a prefeitura. E, naturalmente, usar o Poder Legislativo para poder fiscalizar a gestão do prefeito e orientá-lo quando necessário. Então a ideia é essa. Esse é um apoio para o 2º turno das eleições. O resto a gente conversa depois.

O senhor já foi do PT, há muito tempo, e se tornou um dissidente. Por quê?

Eu fui do PT muito novo, na década de 1990. Fiquei pouco tempo no partido e saí, pela desesperança causada pelo partido. Muito antes de o Lula ser presidente, nós experimentamos o PT no governo do Estado [com Vitor Buaiz, de 1995 a 1998]. E foi muito ruim. A expectativa que nós tínhamos era muito grande. E o petismo me mostrou rapidamente que é uma máquina movida pela máxima bolchEvique de que os fins justificam os meios. Quaisquer que fossem os erros, isso era em nome de uma revolução, que só existe na cabeça deles, na cabeça do petista. Então, francamente, eu não quero continuar nem pensando na possibilidade de ver o PT no poder no país e muito menos em Vitória. O que eu puder fazer para derrotá-los, farei.

Esse seu apoio foi comunicado a Gandini e Luciano? Representa um rompimento político com o atual prefeito?

Sim, foi comunicado. Sou uma pessoa movida também pela lealdade. A minha conversa com Pazolini eu comuniquei ao Luciano e ao Gandini: “Vou conversar, não tem chance alguma de eu ficar com o PT”. E o Luciano me deu total liberdade para decidir: “Decida como você achar melhor e vá cuidar do seu mandato”. E foi o que fiz. Eu tinha duas possibilidades: ficar neutro ou conversar com Pazolini. Como ele me chamou para conversar, fui conversar. E, na conversa, eu confesso que me surpreendi pela forma republicana, altiva e humilde que o futuro prefeito está tratando essa discussão com a cidade. Tenho uma pauta que tem a ver com o bairro onde vivo, Jardim da Penha e Mata da Praia, que tem a ver com a cidade como um todo, com políticas públicas que eu defendo, como a questão dos animais, a questão do morador em situação de rua, que precisa ser resolvida. Tudo isso nós conversamos. E eu tive do Pazolini o compromisso de, se eleito prefeito, nos ajudar a construir as saídas e as alternativas para resolver problemas dessa natureza. Então vou fazer essa aposta. Naturalmente, a partir do dia 1º de janeiro, serei um agente fiscalizador das ações do Executivo no município e espero poder estar alinhado com o futuro prefeito, para que as coisas aconteçam em provisão aos moradores da cidade, que querem muito a qualidade de vida de que a gente necessita para viver na melhor cidade do Brasil.

Vitor Vogas

Jornalista de A Gazeta desde 2008 e colunista de Política desde 2015. Publica diariamente informações e análises sobre os bastidores do poder no Espírito Santo

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