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Eleições 2020

O peso da elevada abstenção na disputa a prefeito de Vitória

Somada aos votos nulos e brancos, ausência de eleitores gerou um quadro de baixíssima representatividade: Pazolini passou ao 2° turno com 21% dos votos possíveis. Coser não chegou a 15%

Publicado em 17 de Novembro de 2020 às 13:18

Públicado em 

17 nov 2020 às 13:18
Vitor Vogas

Colunista

Vitor Vogas

Eleição 2020 - Vencedor Vitoria - Delegado Pazolini e João Coser
Eleição 2020 - Delegado Pazolini e João Coser Crédito: Facebook dos candidatos/Arte Geraldo Neto
Uma conta simples feita pela coluna dá a exata dimensão do peso que a alta abstenção, somada ao percentual de votos brancos e nulos, teve no 1º turno da eleição a prefeito de Vitória, gerando uma situação de baixíssima representatividade. Considerando não os votos válidos, mas o total de votos possíveis, o primeiro colocado, Lorenzo Pazolini (Republicanos), foi votado por pouco mais de 20% do eleitorado total da cidade (arredondando, teve um de cada cinco votos possíveis). O segundo colocado, João Coser (PT), nem isso: recebeu menos de 15% dos votos possíveis.
Acompanhe o raciocínio:
Havia 251.464 eleitores aptos a votar. Destes, só compareceram às urnas 187.470 (74,55% dos votantes). Desse subtotal, 16.162 votaram em branco ou anularam o voto. Ou seja, só 171.308 eleitores registraram votos válidos no último domingo (15). Isso significa que, do total de eleitores aptos a votar em Vitória, só 68,12% deram votos que realmente foram contabilizados.
Dos 251.464 que poderiam ter votado em um candidato, 80.156 não votaram em ninguém. É muito mais do que a votação alcançada pelo 1º colocado.

80.156

É o número de eleitores aptos a votar, mas que não votaram em nenhum candidato no 1º turno, o que corresponde a 31,88% do eleitorado da cidade
No 1º turno, Pazolini obteve 53.014 votos. Considerando os votos válidos, isso equivale a 30,95%. Mas, considerando o tamanho do eleitorado da cidade (ou seja, os mais de 250 mil eleitores habilitados a votar), esse número corresponde a 21,08% dos votos possíveis.
O 2º colocado, João Coser, obteve 37.373 votos, o que representa 21,82% dos válidos. Mas, considerando o total de eleitores que poderiam ter votado em Vitória, isso corresponde a somente 14,86% dos votos possíveis.
É muito pouco, nos dois casos. Mas esses números nos conduzem a outra conclusão ainda mais importante, do ponto de vista político e eleitoral: há um mar de votos ainda a serem disputados no 2º turno por Pazolini e Coser: não só aqueles que foram direcionados, no 1º turno, para os demais candidatos, mas, acima de tudo, os dos eleitores que votaram em branco, nulo ou que nem sequer compareceram para votar, por qualquer que tenha sido o motivo, no último domingo. 

21,08%

É o percentual de votos obtidos por Pazolini em relação aos votos possíveis. Num universo de 251.464 eleitores, ele teve 53.041 votos. Já Coser, com 37.373 votos, teve só 14,86% dos votos possíveis na Capital

Vitor Vogas

Jornalista de A Gazeta desde 2008 e colunista de Política desde 2015. Publica diariamente informações e análises sobre os bastidores do poder no Espírito Santo

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