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Nem Pazolini nem Coser

Sergio Majeski diz que ficará neutro no 2° turno em Vitória

E mais: Mazinho é amigo de Pazolini e se formou com ele, mas ficou neutro por coerência; PL de Magno irá com Pazolini (mesmo sem anúncio formal); PP deve ir com Euclério em Cariacica

Publicado em 17 de Novembro de 2020 às 21:41

Públicado em 

17 nov 2020 às 21:41
Vitor Vogas

Colunista

Vitor Vogas

Sérgio Majeski, deputado estadual pelo PSB
Sérgio Majeski, deputado estadual pelo PSB Crédito: Lissa de Paula/Ales
Apoiador do vereador Mazinho dos Anjos (PSD) no 1º turno da eleição para prefeito da Capital, o deputado estadual Sergio Majeski (PSB) afirma que está neutro no 2º turno da disputa, entre o ex-prefeito João Coser (PT) e o deputado estadual Lorenzo Pazolini (Republicanos).
Majeski já foi do PT, muito tempo atrás, depois filiou-se ao PSDB, partido pelo qual chegou ao primeiro mandato na Assembleia Legislativa (2014/2018), e, desde 2018, está no PSB, pelo qual se reelegeu. Ele tem sofrido pressões de apoiadores dos dois lados para se posicionar a favor de um candidato, inclusive de alguns professores que gostariam que ele apoiasse Coser. Majeski é professor de Geografia. Mas o deputado, hoje, está muito distante do PT.
Quanto a Pazolini, a relação do deputado com o colega não é boa, muito pelo contrário. No plenário da Assembleia, Majeski é um dos mais assíduos críticos ao grupo político de Pazolini – o mesmo do qual fazem parte o presidente da Assembleia, Erick Musso, e o diretor-geral da Casa, Roberto Carneiro (exonerado temporariamente, para atuar na campanha).
Pazolini, Erick e Roberto são do mesmo partido: o Republicanos.
Conforme a coluna apurou, Majeski avalia que, num cenário de 2º turno que para ele está longe do ideal, é muito alto o custo político de apoiar qualquer um dos dois candidatos. O deputado não vê com simpatia nem a possível chegada de Pazolini à Prefeitura de Vitória nem o eventual retorno de João Coser para o cargo.

MAZINHO: COERÊNCIA

Enquanto isso, o candidato apoiado por Majeski no 1º turno, Mazinho dos Anjos, anunciou na noite desta terça-feira (17) sua opção pela neutralidade, por uma questão de coerência. Em sua propaganda eleitoral, o vereador chegou a afirmar que todos os principais adversários (Pazolini e Coser incluídos) eram representantes da “velha política” e “farinha do mesmo saco”.

AMIGOS, AMIGOS…

Mazinho se considera muito amigo de Pazolini. Os dois foram colegas na faculdade de Direito da FDV e formaram-se, inclusive, no mesmo ano. Mas isso não foi o bastante para ele optar pelo ex-companheiro de curso. 
À candidatura do deputado, o vereador tem duas críticas (transmitidas pessoalmente ao amigo): primeiro que, para ser prefeito, Pazolini está abandonando pela metade o mandato de deputado estadual para o qual foi eleito em 2018; segundo que, para ser candidato, Pazolini, segundo Mazinho, reuniu um amontoado de partidos e "novos aliados" (o que, na prática, costuma significar fazer uma série de concessões).

COM COSER, PROBLEMAS…

Quanto a Coser, Mazinho diz não manter relação profunda com o ex-prefeito, mas o considera “um cara simpático e de diálogo”. Porém, como liberal de direita que é, o vereador nutre divergências ideológicas com o PT, que tem uma visão muito mais estatista, muito diferente da sua, na economia. “E, acima de tudo, tenho divergências com o que o PT se tornou, abandonando a sua agenda ética”, completa Mazinho.
Ele também considera que João Coser fez um segundo mandato “cheio de problemas”, como as desapropriações, de 2009 a 2012.

DEPOIS DO MANDATO

Sem mandato a partir de 1º de janeiro de 2021, Mazinho não pretende voltar a se dedicar tão cedo à vida pública. Seu plano é fortalecer seu escritório de advocacia, especializado em direito público e administrativo, e começar a ministrar palestras para gestores públicos, estudantes e vereadores do interior, sobre temas como direito público, gestão eficiente de gabinete, processo legislativo e revogação de leis.

ÚLTIMO GRANDE ATO

Como “último grande ato” de seu mandato como vereador, Mazinho avocou para si o orçamento da Prefeitura de Vitória para 2021, mandado à Câmara pelo prefeito Luciano Rezende (Cidadania). Na verdade, Mazinho é o vice-presidente da Comissão de Finanças da Câmara de Vitória, mas está como presidente interino, pois o titular, vereador Dalto Neves (PDT), encontra-se em licença médica para se curar da Covid-19. Dalto é um dos cinco reeleitos.
Segundo Mazinho, o orçamento veio com previsão de receita total superior a R$ 2 bilhões para o ano que vem, sendo R$ 373 milhões só para a Previdência.

PARTIDO DE MAGNO COM PAZOLINI

Presidido no Espírito Santo pelo ex-senador Magno Malta, o Partido Liberal (PL) com certeza estará com Pazolini na prática, independentemente de um anúncio oficial. Inclusive pode ser que esse anúncio formal não ocorra, como tática de campanha, para evitar a intensificação da estratégia adversária de associar a imagem de Pazolini à de Magno. Seria uma forma de poupar o candidato da transferência do desgaste que hoje paira sobre o ex-senador.

GANDINI EM SILÊNCIO

Terceiro colocado no 1º turno em Vitória, o deputado estadual Fabrício Gandini (Cidadania) deve decidir até a próxima quinta-feira (19) o seu posicionamento oficial na segunda etapa do processo, isto é, se apoiará Coser ou ficará neutro no 2º turno. Gandini ainda não conversou nem com Coser nem com o governador Renato Casagrande (PSB).
Ele está conversando muito com os aliados mais próximos, integrantes de seu núcleo político. Nesta terça-feira (17), telefonou para os três vereadores eleitos pelo Cidadania: Denninho, Luiz Emanuel e Maurício Leite. A tendência é que Gandini libere os vereadores da sigla, presidida por ele no Estado, para que cada um apoie quem quiser.

PP DEVE IR COM EUCLÉRIO

Enquanto isso, em Cariacica, o Progressistas (PP) deve apoiar Euclério Sampaio no 2º turno contra Célia Tavares (PT). No 1º turno, o candidato do PP, Heraldo Lemos, ficou em 6º lugar, com 7,4% dos votos válidos.

VANDINHO NÃO DEVE IR COM VIDIGAL

Já na Serra existe uma certeza: terceiro colocado no 1º turno, o deputado estadual Vandinho Leite (PSDB) não deve apoiar, de jeito nenhum, a candidatura de Sérgio Vidigal (PDT) no 2º turno. Apesar de ter sido candidato a vice-prefeito na chapa de Vidigal em 2016, derrotada por Audifax Barcelos (Rede), Vandinho rompeu com o ex-prefeito. Além disso, o deputado tucano incorporou um discurso conservador de direita muito na linha de Jair Bolsonaro, ao passo que Vidigal é líder histórico no Espírito Santo do PDT, um partido de centro-esquerda.

A DÚVIDA QUE RESTA...

Acerca de Vandinho, a dúvida que resta então é mais ou menos como aquela em relação a Gandini em Vitória: sabemos quem Vandinho não apoiará. Mas ficará ele neutro no 2º turno ou apoiará o adversário de Vidigal, Fábio (Rede), o candidato de Audifax nesse duelo serrano?

Vitor Vogas

Jornalista de A Gazeta desde 2008 e colunista de Política desde 2015. Publica diariamente informações e análises sobre os bastidores do poder no Espírito Santo

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