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Levantamento

Cerca de 200 pessoas perdem a vida em mortes suspeitas no ES, por ano

Dados do Sistema Nacional de Informações de Segurança Pública (Sinesp) indicam que 61% dos casos ocorreram na Grande Vitória e cidades polos

Publicado em 16 de Janeiro de 2026 às 03:30

Públicado em 

16 jan 2026 às 03:30
Vilmara Fernandes

Colunista

Vilmara Fernandes

Morte suspeita / crime / homicídio
Crédito: Arte - Camilly Napoleão com Adobe Firefly
Um total de 1.592 pessoas perderam as suas vidas de forma suspeita no Espírito Santo desde 2018. São quase duzentos casos, em média, por ano.
Segundo os dados do Sistema Nacional de Informações de Segurança Pública (Sinesp), até o mês de novembro do ano passado já haviam sido registradas 208 mortes nesta categoria.
As cidades da Grande Vitória e as que são consideradas polos no interior são as que possuem o maior número de registros nos últimos oito anos. Juntas totalizam 61% dos casos. Confira:
  • Vitória - 396
  • Serra - 177
  • Cariacica - 157
  • Vila Velha - 143
  • Cachoeiro de Itapemirim - 95
  • São Mateus - 64
  • Colatina - 46
  • Linhares - 45
  • Guarapari - 43
  • Aracruz - 24
  • Viana - 20
Na comparação dos onze meses deste ano em relação ao mesmo período do ano passado, houve uma queda de 7,56% neste tipo de registro.
No ranking nacional, o Espírito Santo está em 16º lugar no indicador. Veja a distribuição dos casos por ano.
  • 2018 - 145
  • 2019 - 165
  • 2020 - 216
  • 2021 - 190
  • 2022 - 241
  • 2023 - 196
  • 2024 - 231
  • 2025 (até novembro) - 208
Dos casos, 1.156 foram homens, outros 378 são mulheres e em 58 casos não foi informado o gênero.

Mas o que são mortes suspeitas?

De acordo com o criminalista Fabio Marçal, há situações em que um corpo é encontrado sem marcas óbvias de violência, como ferimentos por arma de fogo ou branca (faca, por exemplo).
“São casos em que a causa da morte não é imediatamente atribuída a um crime. Pode ser um acidente, suicídio ou morte natural”, explica.
Casos que vão demandar uma investigação policial e exame do Instituto Médico Legal (IML) para determinar a causa da morte. “E ainda de uma análise da Polícia Científica, que vai fazer um estudo de lesões, se foi de ataque ou não, resíduos encontrados no corpo, informações que vão ajudar a esclarecer como ocorreu a morte”, acrescenta.
Até que estas etapas sejam concluídas, do ponto de vista da estatística, é indicado como um encontro de cadáver, e apresentada como morte suspeita, a esclarecer ou sem indício de crime. “Se a conclusão, por exemplo, for de que houve um crime, o dado precisa migrar para homicídio doloso”, informa o criminalista.

Vilmara Fernandes

É jornalista de A Gazeta desde 1996. Antes atuou em A Tribuna. Foi repórter nas editorias de Política, Cidades e Pauta. Foi Editora de Pauta e Chefe de Reportagem. Desde 2007, atua como repórter especial com foco em matérias investigativas em diversas áreas.

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