Durante buscas realizadas ao redor do sítio em Meaípe, Guarapari, onde Dante Brito Michelini foi assassinado e decapitado, foi localizado um saco plástico que pode ter sido usado para transportar a cabeça que ainda está desaparecida.
As imagens acima mostram o momento em que o material foi localizado, na tarde desta segunda-feira (9), por um cão do Corpo de Bombeiros. Eles estavam acompanhados por equipes das delegacias de Homicídio e Proteção à Pessoa de Guarapari e de Vitória.
O relato é de que o animal sinalizou para o riacho, que fica próximo a propriedade, e após buscas a equipe encontrou o saco plástico.
Após ser recolhido, foi encaminhado para a Polícia Científica para análise de material genético.
Ao ser procurado, o delegado-geral da Polícia Civil, José Darcy Arruda, confirmou a informação sobre as buscas na região e a localização da prova. “Estamos intensificando as diligências na tentativa de localizar a cabeça”, relatou.
Ele explica que a localização do material vai trazer informações importantes que vão ajudar na elucidação do crime.
O assassinato
O corpo de Dante foi localizado na tarde de terça-feira (3) já em decomposição, dias após a sua morte. Foi decapitado e apresentava sinais de carbonização.
Na manhã do dia 5, a Polícia Científica afirmou que realizou a identificação por meio de um exame papiloscópico – análise de impressões papilares, principalmente digitais, além de registros palmares (mãos) e plantares (pés).
O sítio onde vivia estava destruído, com paredes e janelas incendiadas, e com parte do telhado tendo desabado.
Passado
No início dos anos 1970, Dante Brito Michelini, mais conhecido como Dantinho, foi denunciado pelo Ministério Público à Justiça pelo desaparecimento, estupro e morte de Araceli Cabrera Crespo, de apenas oito anos.
Reportagem e documentário realizado por Aline Nunes e Carol Ferreira revelaram os bastidores do crime. A menina sumiu no dia 18 de maio de 1973, após sair da escola na Praia do Suá, em Vitória, e seu corpo foi encontrado seis dias depois, com marcas de violência sexual, no matagal de um morro nas imediações do Hospital Infantil, também na Capital.
Também foram acusados pelo crime o seu pai, Dante de Barros Michelini, e Paulo Constanteen Helal. Dantinho se declarou inocente, assim como os outros acusados. No primeiro julgamento, em 1980, os três haviam sido condenados.
Em 1991, porém, uma sentença definitiva os absolveria por falta de provas decorrente de problemas ainda na fase de investigação policial. Nenhum outro suspeito respondeu pelas acusações e, em 1993, o crime prescreveu, deixando os autores sem punição.
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