Recuperar senha

Já tem uma conta?

Acesse aqui

Cadastrar nova senha

Já tem uma conta?

Acesse aqui

Bom Café

Mulheres unidas pelo café: projetos capixabas que fazem a diferença

No Mês da Mulher, apresento dois belos projetos de cafeicultoras do ES: o Póde Mulheres e a Associação de Mulheres Empreendedoras da Agricultura Familiar de Vila Pontões

Publicado em 04 de Março de 2020 às 13:18

Públicado em 

04 mar 2020 às 13:18
Vagner Benezath

Colunista

Vagner Benezath Vagner Benezath
Cafeicultoras capixabas que integram o projeto Póde Mulheres, no Sul do Estado Crédito: Yuri Barichivich/Divulgação
A cadeia produtiva de todo café que você bebe envolve participação feminina. Existem vários projetos de cafeicultura pelo mundo – inclusive aqui, no Espírito Santo – em que as mulheres são protagonistas, trabalhando com cafés de qualidade das duas espécies predominantes: conilon e arábica. Neste mês em que celebramos o Dia Internacional da Mulher, vou apresentar aqui dois belos trabalhos em solo capixaba: o das cafeicultoras ligadas à cooperativa Cafesul, em Muqui, e o da Associação de Mulheres Empreendedoras da Agricultura Familiar de Vila Pontões (AMEP), em Afonso Cláudio.
Pelas lavouras, assim como na cidade, as mulheres assumem uma jornada exaustiva, cuidando de suas casas e organizando suas questões familiares, além de também realizarem trabalhos braçais no campo, durante e após a colheita do café. Elas sempre fizeram parte da cafeicultura, que historicamente é liderada por figuras masculinas, mas hoje em dia ganham mais destaque, levando seu cuidado todo especial aos detalhes – e ele faz toda a diferença no resultado final da xícara.
Daiana Pinto, do projeto Póde Mulheres, venceu um concurso de qualidade em 2018 Crédito: Yuri Barichivich/Divulgação
Em Muqui, no Sul do Estado, um grupo de mulheres ligadas à cooperativa Cafesul tem trabalhado com produtoras nos municípios do entorno do município, assumindo as mesas de negociações da venda do café e também alterando formas de manejo, tornando-se, assim, parte primordial de suas produções.
As cafeicultoras reuniam-se desde 2012, organizando cursos de artesanato, de culinária e de áreas afins, quando em 2016, com o nome Póde Mulheres, passaram a comercializar os cafés colhidos e torrados pelo grupo. O produto é vendido em pacotes de 250g cada um, em grãos, moído e também em um formato chamado drip coffee, em que o café está envolto em filtro próprio, precisando apenas de água quente e do recipiente para ser consumido. À venda pelo Instagram da Cafesul.
Paralelamente ao seu trabalho diário, as integrantes do Póde Mulheres agregaram ao projeto novos cursos, assessoria técnica para as plantações (com o auxílio do Incaper) e um concurso local de qualidade, valorizando o café conilon da promissora região, que já obteve por duas vezes o título de Coffee of the Year.
A produtora Daiana Pinto, vencedora do concurso de qualidade em 2018, é uma das quase 30 mulheres que atuam nos debates. As integrantes do projeto são unânimes em afirmar que, além da ocupação, os novos conhecimentos e funções lhes trazem auto-estima para a vida.

ALIANÇA INTERNACIONAL

Subindo as montanhas, chegamos até Afonso Cláudio, onde 23 cafeicultoras integram a Associação de Mulheres Empreendedoras da Agricultura Familiar de Vila Pontões (AMEP). De forma independente, elas realizam trabalhos sociais e oferecem capacitação à comunidade no entorno do pequeno distrito, com cursos de formação social e profissional.
Josane Bissoli, produtora que integra a Associação de Mulheres Empreendedoras da Agricultura Familiar de Vila Pontões (AMEP) Crédito: Rafael Zambe/TV Gazeta
A partir de sua produção de pães e biscoitos, as integrantes da AMEP construíram uma sede, que abriga a agroindústria e funciona como local de reuniões periódicas. A associação teve início em 2012 e há três anos faz parte da Aliança Internacional das Mulheres do Café – IWCA Brasil, uma entidade sem fins lucrativos com atuação mundial, formada por mulheres envolvidas em toda a cadeia produtiva do café, com o objetivo de dar visibilidade ao trabalho feminino.
Uma das cafeicultoras associadas à AMEP, Josane Bissoli, destaca a mudança que essa união trouxe para sua vida e para a região. "As mulheres rurais são praticamente invisíveis. Trabalhamos muito, mas nosso trabalho é muito pouco reconhecido e é sempre o homem que aparece. Juntas somos mais fortes e visíveis".
"O trabalho da mulher fortalece toda a família na agricultura."
Josane Bissoli - Cafeicultora integrante da Associação de Mulheres Empreendedoras da Agricultura Familiar de Vila Pontões (AMEP)
Os cafés das associadas são vendidos crus para torrefações em todo o país, e são também exportados para Alemanha e França. Algumas produtoras vendem seu produto na região e pelo Instagram da AMEP, de forma individual, sem marca única. Vale a pena conferir. Bom café!
Acompanhe o colunista também no Instagram.

Vagner Benezath

Vagner Benezath Vagner Benezath

Vagner Benezath é relações públicas. Vidrado em café e na cultura que envolve sua cadeia produtiva, trabalha há mais de 10 anos com a bebida, atuando como barista, consultor e torrefador

Viu algum erro?
Fale com a redação
Informar erro!

Notou alguma informação incorreta no conteúdo de A Gazeta? Nos ajude a corrigir o mais rápido possível! Clique no botão ao lado e envie sua mensagem

Fale com a gente

Envie sua sugestão, comentário ou crítica diretamente aos editores de A Gazeta

A Gazeta integra o

Saiba mais

Recomendado para você

Imagem BBC Brasil
Brasil diz ter convocado diplomata argentina para cobrar explicações sobre viagem de Flávio Bolsonaro
Macário Júdice Neto está preso desde dezembro
Macário Júdice é solto com uso de tornozeleira após quase um ano de prisão
Compra on-line; Black Friday; e-commerce; compra virtual; comércio eletrônico
O consumidor mudou mais nos últimos cinco anos do que nas duas décadas anteriores

© 1996 - 2024 A Gazeta. Todos os direitos reservados

Fale com a gente

Escolha o canal de sua preferência para assinar A Gazeta ou tirar dúvidas.