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Vagner Benezath é relações públicas. Vidrado em café e na cultura que envolve sua cadeia produtiva, trabalha há mais de 10 anos com a bebida, atuando como barista, consultor e torrefador

Conheça 8 métodos para preparo de café, dos mais antigos aos modernos

Ibrik, Melitta, moka, sifão, prensa francesa, Aeropress, V60, Kalita Wave: seja qual for o método escolhido, vale experimentar seguindo as dicas sobre como preparar um bom café

Publicado em 22/01/2020 às 10h00
Atualizado em 27/03/2020 às 17h32
Método Hario V60 para preparo de café filtrado. Crédito: Roberto Barros/Divulgação
Método Hario V60 para preparo de café filtrado. Crédito: Roberto Barros/Divulgação

No mundo do café, além da diversidade de regiões produtoras, espécies, variedades, processos e perfis de torra, o método de preparo também torna distintos os sabores na xícara. Incontáveis e variados, eles resultam em bebidas com diferentes características a partir de um mesmo lote de grãos. Já dei dicas aqui na coluna sobre como preparar um bom café filtrado, e hoje apresento alguns métodos de extração, dos mais comuns aos mais curiosos. Confira!

IBRIK

  • O método mais antigo de que se tem notícia é uma peça de cobre que, levada ao fogo em três momentos e atingindo o ponto de fervura em todos eles, resulta em uma bebida com corpo alto. A borra do café fica no fundo da peça, devido à sua moagem extremamente fina. Também conhecida como cafeteira turca, a ibrik é bastante utilizada pelos árabes e pouco vista nas cafeterias daqui, ficando restrita aos restaurantes especializados na culinária dessa origem.
Cafeteira turca Ibrik . Crédito: Pexels/Reprodução
Cafeteira turca Ibrik . Crédito: Pexels/Reprodução

MELITTA

  • Originário da Alemanha, foi o primeiro filtro de papel para café, criado pela Melitta Bentz em 1908. Método queridinho dos brasileiros, oferece uma bebida bastante encorpada e com baixa acidez, devido ao seu formato cônico, com linhas retas e furos pequenos - o que dificulta a passagem da água e extrai mais do café.

MOKA

  • Conhecida também como cafeteira italiana, por sua origem, surgiu em 1933. A moka é composta por três peças centrais: a primeira abaixo com água e a última acima sendo o recipiente final. É com o fogo que a magia acontece. Quando em ebulição, a água passa pela parte central, aonde está o café em moagem de fina para média. O sistema é semelhante ao de uma panela de pressão, portanto é preciso estar atento à quantidade de pó que se coloca para não criar entraves na hora da fervura. O resultado é uma bebida também encorpada e possivelmente com amargor, já que há contato direto com o fogo e com o alumínio da peça.

SIFÃO

  • O sifão, ou globinho, é um dos métodos que mais chamam a atenção quando usados, tanto por sua forma como pelo processo, que remetem a um laboratório de química. A peça apareceu pela primeira vez por volta de 1830. É bem parecido com o sistema da moka: a água também entra em ebulição e fica em contato com o café que está na parte acima. Porém, com o vácuo, o café pronto retorna ao primeiro recipiente pronto para ser servido, bastante encorpado e com elevado nível de cafeína. 
Sifão, também conhecido como globinho. Crédito: Wikimedia/Reprodução
Sifão, também conhecido como globinho. Crédito: Wikimedia/Reprodução

PRENSA FRANCESA

  • A prensa é outro método bastante conhecido e antiquíssimo, com seus primeiros registros por volta de 1850. Após ficar em infusão, o café é filtrado através de uma peneira de metal. A moagem requerida para a prensa é grossa, para evitar que a bebida fique amarga e também que a xícara tenha muitos sólidos. Como o contato do café com a água é mais prolongado, por volta de quatro minutos, a bebida resultante chama atenção pelo alto nível de cafeína aliado a corpo, dulçor e acidez.

AEROPRESS

  • Praticamente um lançamento entre os métodos de preparar café, o Aeropress surgiu em 2005, criado pelo engenheiro americano Alan Adler. Atualmente está presente em boa parte das cafeterias especializadas, destacando-se pela versatilidade com que as receitas podem ser feitas. O equipamento funciona por meio de pressão do ar, sendo este o responsável pela principal característica na xícara: o corpo alto - além da acidez equilibrada e do dulçor acentuado. O método é um dos poucos que contam com seu próprio campeonato mundial, do qual participou em 2018 o barista capixaba João Ribeiro, da Tulha Cafeteria.
Aeropress, método lançado em 2005. Crédito: Pexels
Aeropress, método lançado em 2005. Crédito: Pexels

HARIO V60

  • Muito utilizado por baristas do mundo inteiro, o método japonês, em um primeiro contato visual, assemelha-se bastante com o Melitta. Porém, por dentro do seu formato cônico, as linhas em espiral e a saída maior para o líquido resultam em uma bebida delicada, doce e com acidez acentuada. Assim como o aeropress, o V60 foi lançado em 2005.

KALITA WAVE

  • Também de origem japonesa, esse método chegou recentemente ao país e logo tornou-se popular nas cafeterias. Seu porta-filtros com base reta e três furos, aliado ao seu filtro de papel com bordas onduladas, permite o fluxo de ar no equipamento e extrai mais do café, resultando em uma xícara com corpo alto, acidez e dulçor equilibrados.

Existem outros tantos equipamentos que podem ser encontrados em cafeterias, como Clever, Chemex, Delter, Sowden e Koar. Se a curiosidade bater, não deixe de experimentar. Bom café!

Kalita Wave. Crédito: Roberto Barros/Divulgação
Kalita Wave. Crédito: Roberto Barros/Divulgação

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