Beatriz Schwan, de 23 anos, testou negativo para o
novo coronavírus assim que aterrissou em Xangai, na
China, há 14 dias. Mesmo com o resultado do exame para a
Covid-19 mostrando que a capixaba estava saudável, o governo a obrigou a ficar de quarentena e instalou até um sensor na porta de sua casa.
“Toda vez que abro a porta, até mesmo para o funcionário recolher o lixo, eu tenho que avisar em um grupo que eu vou abrir, porque eles (os médicos) são notificados que eu abri a porta”, contou, em bate-papo exclusivo com a coluna.
Na noite deste domingo (29), no Brasil, quando já era manhã de segunda (30) na China, a modelo natural de Cachoeiro de Itapemirim, Sul do Espírito Santo, detalhou o porquê de tanto protocolo em torno da pandemia do novo coronavírus.
Durante o ano de 2019 inteiro, a modelo agenciada pela Andy Models esteve na Ásia. No segundo semestre, já estava morando na China – onde vive atualmente.
Em novembro, ela decidiu visitar o Brasil, já com passagem de volta para a China comprada. Ela não chegou a enfrentar o surto da infecção em Xangai já que voltou apenas neste mês, e conseguiu "fugir" da onda de casos confirmados da Covid-19 entre brasileiros.
“Mas fiz uma escala em Frankfurt, na Alemanha. Quando cheguei à China, por ter passado pela Europa, fiquei cinco horas no avião tendo a temperatura medida, preenchendo formulário e sendo monitorada assim como os outros passageiros”, frisou.
Beatriz lembra que, em seguida, foi encaminhada para uma quadra escolar, no bairro em que mora, e foi submetida ao teste para o novo coronavírus – que deu negativo. “Mesmo assim, eles me encaminharam para casa e fui orientada a ficar isolada. Médicos estão vindo à minha casa me monitorar diariamente. (A China) está bem organizada. É exaustivo, mas a gente sabe que é necessário”, concluiu.
Natural de Castelo, Sul do Espírito Santo, Wendel Chenkel, de 23 anos, é outro modelo capixaba que fez carreira internacional que está de quarentena – mas em Moscou, na
Rússia.
Ele, que também passou parte de seu 2019 na China, avalia que a situação na capital russa começou a piorar nas últimas semanas.
“No início, não estavam tendo casos, estava tudo normal. Agora, só farmácias, supermercados e unidades de saúde que estão abertos. Os outros trabalhos foram todos paralisados”, relatou, em entrevista a este colunista.
Wendel falou ainda que a situação de isolamento deve ficar mais crítica na Rússia a partir dos próximos dias, já que na última semana o Aeroporto de Moscou foi fechado. “Agora, a gente não tem opção, tem que ficar e não pode sair. Mas é a melhor forma de enfrentar. Temos que ficar em casa, calmos, esperando esse momento passar”, opinou.