Em entrevista coletiva no dia 3 de abril, o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, ponderou que a população deve seguir as orientações dos governadores para mitigar e controlar a disseminação do novo coronavírus (Covid-19) no Brasil. Segundo ele, os líderes dos governos estaduais têm acesso às informações detalhadas sobre os padrões e tendências da doença. Nessa linha de atuação, o Espírito Santo está se destacando positivamente entre as Unidades da Federação (UFs) que estão adotando, de forma responsável e preventiva, medidas adequadas em tempos de pandemia.
Com base nos estudos científicos e nas recomendações da Organização Mundial de Saúde (OMS), o ministro prudentemente defende as medidas de isolamento social adotadas em UFs. Tais medidas podem ser caracterizadas pela suspensão das aulas presenciais, proibição de aglomerações e implementação de estratégias que possibilitam a diminuição da circulação de pessoas.
A atividade comercial é reduzida e determinados estabelecimentos, como restaurantes, farmácias e supermercados, passam a seguir protocolos de distanciamento social e adequar o horário de funcionamento com o propósito de reduzir a aglomeração de clientes. Com o isolamento social os terminais de transportes não são fechados.
Mandetta, em seu pronunciamento, frisou que no território nacional não experimentamos ainda a adoção da quarentena em massa ou quarentena horizontal, ação extrema que ocorre quando o crescimento da curva epidemiológica se dá de forma muito rápida e intensa. Nesse caso, as aulas presenciais e serviços de transportes são suspensos, as fronteiras de Estados e/ou cidades são fechadas, aeroportos passam a não operar voos, indústrias e comércio paralisam suas atividades. A quarentena em massa foi adota na China na cidade de Wuhan, o epicentro da pandemia.
O ministro da Saúde advertiu que a história natural do novo coronavírus está sendo escrita pela sociedade. As sociedades que estão seguindo as orientações das instituições internacionais de saúde, implementando os protocolos médicos de quarentena de casos positivos da doença, conscientizando a população sobre etiquetas respiratória e de higiene e promovendo o isolamento social, estão conseguindo passar pela crise sem ter um pico intenso e de grande magnitude de disseminação da doença.
Por outro lado, as nações e autoridades que não agiram de forma rápida e responsável, sendo tolerantes e até mesmo estimulando a circulação e aglomeração de pessoas, estão se deparando com a face mais severa de aumento do número de infectados e mortos pela Covid-19. Nessa situação, não somente a saúde pública entra em colapso, mas também a economia é gravemente impactada. De acordo com as palavras do ministro da Saúde, “quando se tem um colapso a economia sofre muito mais do que quando se controla”.
As medidas de isolamento social são necessárias para suavizar a curva epidemiológica. Dessa forma, ações mais drásticas de quarentena em massa, por exemplo, não precisarão ser colocadas em prática. Nesse sentido, os impactos econômicos da pandemia tendem ser mitigados.